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O patrimônio líquido dos fundos imobiliários que compõem o IFIX cresceu de forma relevante ao longo de 2025, apesar do ambiente de juros elevados. No agregado, FIIs do índice registraram um aumento líquido de aproximadamente R$ 13,98 bilhões em PL em um ano.
Os números dialogam diretamente com o contexto mais amplo do setor imobiliário. Segundo dados da CBRE, os fundos imobiliários responderam por cerca de 73% do volume total de vendas de imóveis no país em 2025.
Até novembro, o mercado movimentou R$ 27,6 bilhões, bem acima da média histórica e superior ao observado entre 2019 e 2024.
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Esse crescimento, no entanto, esteve longe de ser homogêneo. Embora a maioria dos fundos do IFIX tenha encerrado o período com patrimônio líquido maior do que há um ano — cerca de 84 FIIs, frente a 29 que registraram queda —, a expansão do mercado ficou fortemente concentrada em poucos veículos.
| Fundo Imobiliário | Ticker | PL 01/01/2025 | PL 07//01/2026 | Variação |
| TRX Real Estate | TRXF11 | R$ 2.043.433.946,00 | R$ 6.307.330.605,94 | R$ 4.263.896.659,94 |
| Kinea Rendimentos Imobiliários | KNCR11 | R$ 7.767.934.442,00 | R$ 9.403.069.963,00 | R$ 1.635.135.521,50 |
| Patria Log | HGLG11 | R$ 5.509.608.550,00 | R$ 7.030.245.157,00 | R$ 1.520.636.607,30 |
| RBR Plus Multiestratégia | RBRX11 | R$ 278.635.721,00 | R$ 1.430.587.513,00 | R$ 1.151.951.791,90 |
| GGR Covepi | GGRC11 | R$ 1.384.619.214,00 | R$ 2.396.843.001,00 | R$ 1.012.223.787,80 |
| BTG Pactual Logística | BTLG11 | R$ 4.450.085.575,00 | R$ 5.220.915.863,00 | R$ 770.830.287,90 |
| Guardian Real Estate | GARE11 | R$ 1.371.358.780,00 | R$ 2.111.742.668,00 | R$ 740.383.888,10 |
| Kinea Unique HY CDI | KNUQ11 | R$ 1.549.077.437,00 | R$ 2.186.481.334,00 | R$ 637.403.896,80 |
| Patria Securities | PSEC11 | R$ 757.600.972,00 | R$ 1.365.872.089,00 | R$ 608.271.117,10 |
| Patria Crédito Imobiliário | PCIP11 | R$ 997.969.090,00 | R$ 1.588.449.974,00 | R$ 590.480.883,50 |
Dentro do IFIX, esse protagonismo se materializou em poucos nomes. TRXF11, KNCR11, HGLG11, RBRX11, GGRC11, BTLG11, GARE11, KNUQ11, PSEC11 e PCIP11 lideraram o ranking de expansão patrimonial no período, com aumentos que vão de centenas de milhões a mais de R$ 4,2 bilhões em apenas um ano.
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Os FIIs que mais cresceram
Neste movimento de expansão patrimonial, alguns fundos se destacaram não apenas pelo volume de recursos captados, mas pela forma como transformaram capital em crescimento efetivo de portfólio.
O TRXF11 é o exemplo mais evidente desse novo momento da indústria. O fundo encerrou a maior captação já registrada na história dos FIIs listados na B3, com R$ 3 bilhões levantados na 12ª emissão, e em poucos meses, adicionou ativos educacionais, shoppings, imóveis de varejo alimentar premium e agências bancárias ao portfólio, combinando compensação de créditos com desembolso de caixa..
Esse mesmo racional aparece no HGLG11. O fundo atravessa um momento que pode redefinir a lógica competitiva do segmento logístico no Brasil. Além do crescimento orgânico do patrimônio ao longo de 2025, a aprovação de movimentos estratégicos — incluindo a proposta de fusão envolvendo o LVBI11 e a absorção de ativos do PATL11 — abre caminho para a formação de um veículo com patrimônio próximo de R$ 10 bilhões.
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Dados exclusivos da Binswanger Brazil mostram que, em 2025, os fundos imobiliários já detinham cerca de 36% do estoque de condomínios logísticos de alto padrão (A+/A). Mais do que isso, responderam por 91% da área (A+/A) transacionada no ano, o equivalente a 911 mil m².
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Em outra frente, o GGRC11 ampliou seu patrimônio por um caminho mais apoiado em operações de troxa de cotas. O fundo avançou na aquisição de ativos logísticos relevantes, como o condomínio de Seropédica (RJ) e a proposta envolvendo um imóvel alugado à Renault no Paraná, utilizando principalmente créditos de subscrição da 10ª emissão.
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Já o GARE11, por sua vez, seguiu uma leitura de reposicionamento. Ao antecipar no relatório gerencial os eventos materializados em dezembro, a gestão apresentou ao mercado a “nova fotografia” do fundo já no início de 2026.
As aquisições em Minas Gerais — tanto o parque logístico de Confins quanto o edifício corporativo em Belo Horizonte — marcaram a entrada em um estado-chave do ponto de vista econômico e ampliaram a diversificação geográfica e de inquilinos.
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