Mesmo com inflação, empresários da construção seguem otimistas

Confiança quanto ao desempenho das empresas ficou em 59,9 pontos, com uma ligeira queda de 0,9% ante a última sondagem

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SÃO PAULO – É verdade que os custos arcados pela indústria estão em alta, mas esta mudança no cenário recente não privou os empresários da sensação de otimismo quanto às expectativas.

Isso é o que comprova a 36ª Sondagem da Construção, realizada pelo SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) e pela FGV Projetos em agosto, e divulgada nesta quinta-feira (18).

Segundo a pesquisa, que é trimestral, em uma escala de 0 a 100 (valores abaixo de 50 são interpretados como desfavoráveis e acima de 50, como otimistas), a confiança com relação ao desempenho das empresas ficou em 59,9 pontos, o que denota uma ligeira queda de 0,9% ante a última sondagem, realizada em maio.

Confiança na economia

A expectativa quanto ao crescimento econômico, por sua vez, sofreu declínio de 14,8%, na mesma base comparativa, atingindo os 55,4 pontos. Este indicador está de acordo com outro: o da confiança na condução da política econômica, que somou 47,5 pontos em agosto, ficando, portanto, abaixo dos 50 pontos, o que denota queda de 14,5%.

A principal variação negativa está ligada à expectativa de inflação reduzida, que sofreu queda de 17,2%, ficando em 32,7 pontos, sendo também o item com a percepção mais negativa.

A conclusão é de que a inflação é a razão para o pessimismo quanto à evolução futura dos custos, prognóstico este que caiu 1,8% e chegou a 37,7 pontos. Por outro lado, houve uma melhora no indicador de dificuldades financeiras, que, desta vez, ficou com 52,3 pontos, com aumento de 4,4% na comparação com o trimestre anterior. Para este item, valores abaixo de 50 significam dificuldades menores.

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Opinião

Na avaliação do presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe, “o resultado reflete o sentimento dos empresários da construção civil, que, em 2008,vivem o maior nível de atividade dos últimos anos, mas estão sentindo os efeitos dos aumentos dos insumos, alguns deles meramente oportunistas devido ao aquecimento da demanda”.

Observe na tabela os resultados obtidos com 280 empresários da construção de todo o País que foram entrevistados:

Perspectiva Variação trimestral
Desempenho da empresa -0,9%
Dificuldades financeiras 4,4%
Perspectivas de desempenho -3,9%
Perspectivas de evolução de custos -1,8%
Condução da política econômica -14,5%
Inflação reduzida -17,2%
Crescimento econômico -14,8%