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A avaliação positiva do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, recuou de forma significativa nos últimos meses. Segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta sexta-feira (12), 55% dos deputados federais avaliam de forma positiva a gestão do parlamentar à frente da Casa, uma queda de 13 pontos percentuais em relação a junho de 2025, quando esse índice era de 68%.
Além da retração na percepção positiva, a pesquisa indica que 30% dos parlamentares classificam a gestão como regular, enquanto 13% a avaliam como negativa. O resultado aponta para um cenário de maior desgaste político, especialmente entre deputados alinhados ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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Entre os governistas, a queda foi mais acentuada. Em junho, 77% dos deputados que se declaravam da base avaliavam positivamente a atuação de Hugo Motta. Agora, esse percentual despencou para 44%, evidenciando uma perda de apoio relevante dentro do próprio campo governista.
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Desgaste concentrado na base governista
O levantamento mostra que o recuo na avaliação não foi homogêneo entre os diferentes grupos políticos da Câmara. Entre deputados independentes, a avaliação positiva também caiu, mas de forma mais moderada, passando de 82% para 70% no mesmo período.
Já entre os parlamentares de oposição, o cenário se manteve relativamente estável. A avaliação positiva da gestão de Motta nesse grupo oscilou dentro da margem de erro, avançando de 47% para 49%, o que sugere que o desgaste do presidente da Câmara está concentrado sobretudo na relação com a base governista.
Os dados reforçam a leitura de que as tensões recentes entre o Palácio do Planalto e o Congresso têm impactado diretamente a percepção sobre a condução da Casa, especialmente entre deputados mais alinhados ao Executivo.
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Perfil dos entrevistados e metodologia
A pesquisa Genial/Quaest ouviu 167 deputados federais, o equivalente a 33% do total da Câmara. A amostra foi definida com base em extratos de região e posicionamento ideológico dos partidos, garantindo representatividade do plenário.
Do total de entrevistados, 24% se identificam como de esquerda, 28% como de centro e 42% como integrantes do bloco da direita. As entrevistas foram realizadas entre os dias 29 de outubro e 11 de dezembro, em formato presencial e online. A margem de erro estimada é de 7 pontos percentuais para mais ou para menos.