Moraes descarta pedido de prisão domiciliar de Bolsonaro após preventiva

Defesa alegou razões humanitárias, mas ministro considerou solicitação sem efeito após decreto de prisão preventiva

Marina Verenicz

Interrogatórios dos réus da Ação Penal (AP) 2668

Foto: Antonio Augusto/STF
Interrogatórios dos réus da Ação Penal (AP) 2668 Foto: Antonio Augusto/STF

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O ministro Alexandre de Moraes negou, neste sábado (22) o pedido feito pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para que, em uma eventual decretação da execução da pena por golpe de Estado fosse cumprida em regime domiciliar. 

No pedido protocolado nesta sexta-feira (21), os advogados afirmam que o estado de saúde do ex-presidente tornaria inviável seu cumprimento da pena em unidade prisional.

Com a conversão da situação jurídica de Bolsonaro para prisão preventiva, o ministro afirmou que o pedido perdeu objeto.

“Diante da decretação da prisão preventiva do réu Jair Messias Bolsonaro, nos termos do art. 21, IX, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, julgo prejudicados os pedidos de concessão de prisão domiciliar humanitária e autorização de visitas formulados em 21/11/2025”, escreveu.

Bolsonaro está detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília desde a manhã de sábado, após o ministro apontar tentativa de fuga com base na violação da tornozeleira eletrônica.