Guerra no Rio: Câmara está focada em avançar com projetos sobre segurança, diz Motta

Operação de combate ao CV deixou ao menos 60 mortos

Membros da unidade especial da polícia militar se reúnem para deter suspeitos de tráfico de drogas durante uma operação policial contra o tráfico na favela do Penha, no Rio de Janeiro, Brasil, em 28 de outubro de 2025. REUTERS/Aline Massuca
Membros da unidade especial da polícia militar se reúnem para deter suspeitos de tráfico de drogas durante uma operação policial contra o tráfico na favela do Penha, no Rio de Janeiro, Brasil, em 28 de outubro de 2025. REUTERS/Aline Massuca

Publicidade

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), usou a repercussão da operação policial no Rio de Janeiro, que deixou mais de 60 mortos, para reforçar seu discurso em torno da pauta de segurança pública — uma das bandeiras que tem usado para amenizar as críticas à sua gestão.

Em publicação nas redes sociais, Motta afirmou acompanhar “com atenção” a ofensiva contra o crime organizado e disse que o combate à violência é “uma das maiores preocupações da população brasileira”. O deputado destacou que, sob sua presidência, a Câmara já aprovou quase 30 propostas na área, “a exemplo do aumento da repressão contra organizações criminosas, da criminalização do domínio de cidades e da proteção dos agentes públicos envolvidos no combate ao crime organizado”.

A manifestação ocorre em meio à operação nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio, que reacendeu o debate sobre segurança pública e a atuação das forças policiais no estado, após deixar mais de 60 mortos.

Desde a derrota da chamada “PEC da Blindagem”, Motta tem buscado associar sua gestão a uma pauta de resultados concretos e de apelo popular — especialmente em áreas como segurança, educação e defesa do consumidor.