Fundos: até junho, entrada líquida atinge 77% do total captado em 2006

Captação líquida totalizou R$ 5,690 bilhões no mês de junho, levando patrimônio líquido dos fundos do país a R$ 1,037 trilhão

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SÃO PAULO – A captação líquida dos fundos de investimento do país totalizou R$ 5,690 bilhões no mês de junho, levando o patrimônio líquido total dos fundos brasileiros a atingir o montante de R$ 1,037 trilhão.

Assim, em 2007, os fundos de investimento do país acumulam captação de R$ 49,246 bilhões. Ou seja, nos seis primeiros meses do ano, a entrada líquida já responde por 77% do total captado em 2006 (R$ 63,882 bilhões). Os dados são da Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimento).

Renda Fixa lidera captação em 2007

Dos R$ 5,690 bilhões captados em junho, R$ 3,654 bilhões foram provenientes de fundos de renda fixa. Este número não surpreende, uma vez que este tipo de fundo, ao final do último mês, respondia por 35,33% do patrimônio líquido total dos fundos de investimento brasileiros. Ou seja, em termos absolutos, são os maiores.

Em contrapartida, os fundos referenciados DI aparecem como principal destaque de captação negativa (resgates superando captações), com investidores buscando alternativas às aplicações de renda fixa pós-fixadas em um cenário de juros em queda.




Destaques Positivos Destaques Negativos
Tipo de Fundo Captação
(R$ bilhões)
Tipo de Fundo Captação
(R$ bilhões)
Renda Fixa +3,654 Referenciado DI -2,453
Ações +2,877 Curto Prazo -0,863
Previdência +0,977 Cambial -0,433

No acumulado do ano, os fundos de renda fixa lideram com folga em termos de captação (R$ 27,779 bilhões), seguidos de fundos multimercado (R$ 12,033 bilhões) e fundos de ações (R$ 10,419 bilhões).

No outro extremo, os fundos referenciados DI aparecem como o principal destaque de captação negativa (R$ 11,552 bilhões), bem acima do segundo colocado nesta relação, os fundos de dívida externa (R$ 1,882 bilhão).

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O bom desempenho dos fundos de ações e multimercado, assim como a captação negativa dos fundos DI, evidencia a busca por alternativas de investimento que apresentem rentabilidades que fujam da remuneração atrelada aos juros, devido principalmente à trajetória de queda da taxa Selic.