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A retomada do julgamento da chamada trama golpista no STF, nesta quinta-feira (11), começou em tom marcado por recados indiretos. Logo no início de sua fala, a ministra Cármen Lúcia fez questão de abrir espaço para apartes dos colegas, em contraste com a postura de Luiz Fux, que na véspera falou por quase 13 horas sem permitir interrupções.
Ao ser questionada por Flávio Dino sobre a possibilidade de apartes, Cármen respondeu com ironia: “Tooodos”. Em seguida, lembrou que os pedidos de intervenção estão previstos no regimento interno e fazem parte da dinâmica de julgamentos colegiados. “O debate faz parte dos julgamentos, tenho o maior gosto em ouvir. Eu sou da prosa”, disse, em nova indireta a Fux.

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A ministra também cutucou o colega ao comentar que seu voto tem 398 páginas, mas que não pretendia ler tudo em plenário. “Podem ficar tranquilos”, afirmou, em alusão ao extenso voto lido por Fux na sessão anterior.
Durante a fala de Cármen, Flávio Dino aproveitou para intervir e trazer ao debate o assassinato do ativista de direita Charlie Kirk, ocorrido nos Estados Unidos. Para o ministro, o episódio mostra que anistia não necessariamente gera pacificação social. “Foi feito perdão nos Estados Unidos [aos invasores do Capitólio] e não há paz”, declarou.