Cármen Lúcia

a voz discreta e firme do Supremo Tribunal Federal

Cármen Lúcia Antunes Rocha nasceu em 19 de abril de 1954, em Montes Claros, Minas Gerais, mas foi criada em Espinosa, quase na divisa do estado com a Bahia, em uma família de sete irmãos e de origem religiosa.

Formou-se em Direito em 1977 pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas). Posteriormente, concluiu mestrado em Direito Constitucional na mesma instituição e doutorado em Direito do Estado pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP).

Em 1983, começou a dar aulas na faculdade de Direito da PUC e, no mesmo ano, ingressou no Ministério Público de Minas Gerais como procuradora.

Nos anos 1990, assumiu a Comissão de Estudos Constitucionais da OAB-MG e integrou a do Conselho Federal da OAB. Foi vice-presidente da Comissão de Temário da Conferência Nacional dos Advogados. Em 2001, tornou-se procuradora-geral de Minas Gerais.

Indicada ao STF em 2006, foi a segunda mulher a ocupar o cargo. Presidiu o TSE entre 2012 e 2013, focando em maior participação feminina e transparência eleitoral.

Conhecida pelo estilo reservado, voz suave e posicionamentos firmes, teve papel decisivo em momentos de grande tensão política no STF. Prefere argumentação técnica, focada na letra da lei, evitando embates diretos e políticos.

Sua postura rigorosa impactou episódios como o julgamento do Mensalão, a Operação Lava Jato e as discussões sobre a prisão em segunda instância, que, em 2018, definiram temporariamente a vida do atual presidente Lula.

Nos últimos anos, temas ligados à liberdade de expressão, saúde e direitos das minorias têm marcado a atuação da ministra.

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