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SÃO PAULO – De acordo com o estudo “Riscos e Oportunidades para o Mercado Imobiliário Altamente Capitalizado”, realizado pela TNS InterScience e divulgado nesta sexta-feira (15), os paulistanos escolhem o imóvel onde vão morar de acordo com a disponibilidade financeira e o estágio da vida em que se encontram.
“Avaliar o estágio da vida das pessoas é fundamental porque as necessidades de moradia vão modificando com o passar do tempo e à medida que a família encolhe ou aumenta”, explicou o diretor da empresa, Paulo Secches.
Casais jovens e maduros
Enquanto os solteiros – com até 45 anos – e casais jovens – sem filhos ou com crianças até 10 anos – preferem bairros mais badalados, como Moema, os casais maduros – com idade entre 45 e 64 anos, com pelo menos um filhos de 10 anos ou mais – se situam, em sua maioria, em bairros como o Alto de Pinheiros.
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Com relação à escolha do imóvel, um fator bastante relevante é a condição financeira do futuro proprietário. A maior parte (14,3%) dos casais jovens apresenta renda familiar entre R$ 1.750 e R$ 3.499, assim como os mais maduros, numa proporção de 12,3%, o que aponta a compra de imóveis mais básicos.
Mercado
De acordo com a pesquisa, o mercado imobiliário tem apresentado crescimento expressivo devido, principalmente, à queda da taxa de juros, maior disponibilidade de crédito e entrada de investimentos estrangeiros.
Diante deste cenário de expansão e, conseqüentemente, maior concorrência, as empresas devem acertar nos fatores a serem priorizados na oferta do imóvel. “Embora óbvio, esse conceito de avaliação de estágio de vida e renda é muitas vezes esquecido no desenho de uma oferta”, disse Secches.