Publicidade
SÃO PAULO – A população de baixa renda terá mais oportunidade para comprar uma casa própria. Pelo menos é isso o que acredita o Data Popular Pesquisa e Consultoria, especializada nessa parcela da população.
O motivo? O novo pacote habitacional anunciado pelo governo. Segundo dados da Pesquisa Nacional de Análise Domiciliar, na cidade de São Paulo, 25% das pessoas que ganham entre 5 e 9,9 salários mínimos pagam aluguel. Na contramão, apenas 5% desembolsam dinheiro para pagar prestações.
Movimentação
“Há menos de dois anos, as classes populares movimentaram cerca de R$ 13 bilhões em aquisições e reformas. Estamos falando de um mercado total de R$ 512 bilhões que compreende 87% da população, um mercado superior ao do Chile, Argentina e Uruguai juntos. Para estas pessoas, a busca pela casa própria e reformas no imóvel são constantes”, explicou Renato Meirelles, sócio-diretor do DATA Popular.
Na avaliação de Meirelles, atualmente só é líder de mercado quem tiver a mesma representatividade nas classes populares.
Construção civil
Essa parcela da população também deixa sua marca na construção civil. Conforme a consultoria, as casas populares são, em sua maior parte, “auto-construídas” e contam com a participação de vizinhos, familiares e amigos no processo.
“Além de muitas vezes trabalhar no setor, o consumidor de baixa renda não tem como destinar parte de sua renda para um serviço terceirizado. Ele prefere usar seus recursos na compra de materiais de construção e fazer um churrasco para contar com a ajuda dos amigos”, comentou Meirelles.
Dados do IBOPE-Cebrap (2003) confirmam esta premissa. Em pesquisa realizada com os 40% mais pobres em São Paulo, 33% disseram realizar mutirões para reformar suas casas.