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Mini-índice (WINQ25) opera sob pressão com tarifaço dos EUA e juros à vista

O que esperar para o mini-índice hoje

Rodrigo Paz

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O Ibovespa encerrou a segunda-feira em queda, acumulando a terceira sessão seguida no vermelho em meio ao aumento da tensão comercial entre Brasil e Estados Unidos. O índice recuou 1,04%, aos 132.129 pontos, pressionado pelo impasse diplomático que envolve a entrada em vigor, já na sexta-feira (1º), das tarifas de até 50% impostas por Donald Trump sobre produtos brasileiros. A aproximação de Washington com a União Europeia — que selou um novo acordo comercial com tarifas médias bem menores — acentuou o sentimento de isolamento do Brasil. Sem qualquer sinal de avanço nas tratativas, investidores locais migraram para posições defensivas, ampliando a aversão ao risco.

Para os traders do mini-índice, o pregão desta segunda foi marcado por forte pressão vendedora. Nem mesmo as boas notícias locais, como a saída do Brasil do Mapa da Fome ou a revisão para baixo do IPCA pelo Boletim Focus, foram suficientes para segurar os ânimos. A cautela domina a cena, reforçada pela expectativa em torno da “Super Quarta”, que trará decisões de juros tanto no Brasil quanto nos EUA. Com bancos e Vale em queda e apenas Petrobras segurando parte das perdas, o viés segue negativo. O cenário para o mini-índice é de continuidade da volatilidade, em meio ao relógio que corre para o tarifaço e à espera por sinais concretos sobre política monetária.

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Os contratos do mini-índice (WINQ25), com vencimento em agosto, fecharam a última sessão no campo negativo, com desvalorização de 0,82%, aos 133.065 pontos, marcando a terceira baixa consecutiva

Análise do gráfico de 15 minutos

No gráfico de 15 minutos, o fechamento da última sessão consolidou o terceiro pregão consecutivo de queda, com o mini-índice sendo pressionado em direção ao suporte em 132.960/132.800 pontos. Essa região será importante: caso haja entrada de volume vendedor suficiente para rompê-la, o movimento de baixa pode se intensificar com alvo na região de 132.335/131.675 pontos — onde passa um suporte intermediário — e, em caso de continuidade, pode buscar níveis mais longos entre 130.900/130.430 pontos.

Por outro lado, para retomar o fluxo comprador, o ativo precisará superar a resistência em 133.250/133.620 pontos. Um rompimento sustentado dessa faixa poderá levar o índice a testar a região de 134.200/134.885 pontos, com alvo mais longo em 135.195/135.420 pontos.

O detalhe técnico relevante é que, mesmo com a queda, o preço ainda opera acima das médias móveis de 9 e 21 períodos no intradiário, o que pode oferecer sustentação para um repique de curtíssimo prazo.

Para inverter essa tendência, será necessário romper com força a região de resistência em 134.885/135.260 pontos, mirando posteriormente a faixa de 136.765/138.290 pontos. Já para que a pressão de baixa continue, a perda da região de suporte em 132.335/130.900 pontos poderá abrir caminho para alvo mais longo em 129.820 pontos.

Com o IFR (14) em 32,62, o índice se aproxima da zona de sobrevenda, o que pode gerar repiques pontuais, mas ainda insuficientes para uma reversão sustentada sem rompimento técnico relevante.

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Fonte: Nelogica. Gráfico 15 minutos. Elaboração Rodrigo Paz

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WINQ25: Gráfico de 60 minutos

No gráfico de 60 minutos, o fechamento em baixa reforça o controle do fluxo vendedor. O índice permanece abaixo das médias de 9 e 21 períodos, o que tende a favorecer movimentos descendentes. A perda da região de 132.335/131.675 pontos pode liberar nova onda de vendas, mirando primeiro os 130.900/129.820 pontos, e depois os 128.930/128.310 pontos, caso a pressão se intensifique.

Para mudar esse cenário, será necessário romper a resistência imediata nos 133.250/133.795 pontos. Acima disso, a expectativa é de avanço até 134.200/134.885 pontos, com alvo mais ambicioso na faixa de 135.555/136.170 pontos. A recuperação do fôlego comprador depende, porém, da entrada de volume acima da média — que até agora tem sido tímida.

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Fonte: Nelogica. Gráfico 60 minutos. Elaboração Rodrigo Paz

(Rodrigo Paz é analista técnico)

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