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O dólar teve um dia de queda frente ao real nesta quarta-feira (23), refletindo o alívio no cenário externo após o anúncio de um acordo comercial entre Estados Unidos e Japão. A sinalização de avanços nas negociações entre Washington e a União Europeia também colaborou para reduzir a demanda por proteção em moeda americana, favorecendo divisas emergentes como o real. Com isso, o dólar à vista recuou 0,78%, fechando a R$ 5,5239 — menor patamar desde 9 de julho, quando o presidente dos EUA, Donald Trump, elevou tarifas sobre produtos brasileiros. No acumulado do ano, a moeda já cede mais de 10%.
No mercado local, embora o Brasil siga sem solução clara para as tensões comerciais com os EUA, o dia foi marcado por uma leitura mais leve no câmbio, com traders operando atentos ao movimento externo. A sessão foi positiva para os vendedores no minidólar, que acompanharam a tendência de baixa do dólar futuro. A dinâmica do dia exigiu operações rápidas e técnica refinada, com volatilidade controlada e movimento descendente predominando ao longo do pregão.
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Os contratos de minidólar (WDOQ25), com vencimento em agosto, encerraram a sessão anterior com queda de 0,97%, aos 5.521 pontos.
Análise do gráfico de 15 minutos
Pelo gráfico de 15 minutos, o minidólar segue pressionado pelo viés de baixa e fechou mais uma sessão com candles alinhados abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos. A sequência de três quedas seguidas reforça o domínio dos vendedores, e a proximidade com o suporte dos 5.520,5/5.505 pontos indica que o rompimento dessa faixa pode acionar novas ordens de venda.
Caso essa região seja rompida, o ativo pode buscar o próximo suporte em 5.478/5.467, com possível extensão até 5.462/5.452. Por outro lado, caso haja uma reação compradora e rompimento da resistência nos 5.525,5/5.533, a próxima barreira está nos 5.539/5.555 pontos, com resistência mais longa em 5.564/5.575.
No gráfico diário, o ativo também mostrou fraqueza ao romper a região das médias móveis, o que reforça o potencial de continuidade da correção. O minidólar segue dentro de um movimento mais lateralizado nos últimos dias, mas com viés de baixa mais evidente após a perda da média curta. A mínima do ano em 5.437,5 pontos segue como ponto-chave: caso seja perdida, o fluxo vendedor pode se intensificar.
Para retomar a alta nesse tempo gráfico, será necessário superar a zona de resistência das médias e da consolidação, situada entre 5.563/5.629 pontos. Se rompida, o ativo poderá buscar 5.658/5.687. Do lado oposto, a continuidade da queda dependerá da perda da faixa de suporte entre 5.520/5.467 pontos, que também coincide com níveis relevantes de fundos anteriores. O IFR(14) está em 43,72, apontando uma leve inclinação baixista, mas ainda sem sobrevendido.

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Dólar futuro (WDOQ25): Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, o minidólar confirmou o rompimento da base de consolidação e passou a operar com viés mais definido de baixa. O ativo agora negocia abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, que estão lateralizadas, reforçando a ausência de força compradora no curto prazo.
A perda da região de 5.520/5.505 será determinante para a continuidade do movimento de baixa. Caso essa faixa seja rompida, o ativo tende a acelerar o fluxo vendedor em direção aos suportes de 5.470/5.452, com alvo mais longo em 5.437,5/5.411 pontos.
Para inverter esse cenário e retomar o movimento de alta, o minidólar precisaria de força compradora capaz de romper a faixa de resistência entre 5.536/5.563. Acima dessa região, os próximos alvos estariam em 5.588,5/5.629, com extensão até 5.658/5.687, caso o fluxo de compra ganhe intensidade. Enquanto não houver essa confirmação, o risco permanece inclinado para novas quedas.
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(Rodrigo Paz é analista técnico)
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