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Em um pregão marcado por maior liquidez e volatilidade, o dólar interrompeu nesta terça-feira (15) uma sequência de quatro altas consecutivas e fechou em queda de 0,48%, cotado a R$ 5,5595. A movimentação refletiu uma combinação de fatores: realização de lucros, dados da inflação dos EUA e desdobramentos internos, como a falta de acordo entre Executivo e Legislativo sobre o IOF. No exterior, o dólar manteve força diante de outras moedas após a divulgação do CPI norte-americano, que subiu 0,3% em junho, em linha com o esperado. O dado, no entanto, trouxe interpretações mistas sobre o rumo dos juros pelo Fed, o que influenciou a oscilação do câmbio ao longo do dia.
No cenário doméstico, o real ganhou algum fôlego no início do pregão após o PIB da China crescer acima do esperado, impulsionando moedas de países exportadores de commodities. Ainda assim, a pressão vendedora só ganhou corpo após o dólar superar os R$ 5,60, quando exportadores e investidores passaram a realizar lucros. A guerra tarifária impulsionada por Donald Trump e a incerteza sobre a tributação do IOF seguem no radar. Para os traders do minidólar, o dia foi técnico e volátil, exigindo atenção às zonas de resistência e suporte diante de um ambiente externo ainda instável e sem trégua no campo político-econômico brasileiro.
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Os contratos de minidólar (WDOQ25), com vencimento em agosto, fecharam a última sessão em baixa de 0,69%, aos 5.574 pontos, voltando a recuar após tentativa de recuperação.
Análise do gráfico de 15 minutos
O gráfico de 15 minutos mostra que o minidólar fechou a última sessão com viés negativo, abaixo das médias de 9 e 21 períodos, sinalizando enfraquecimento do fôlego comprador. O contrato continua oscilando lateralmente, e a definição de direção dependerá da quebra de regiões técnicas importantes.
Para que os compradores retomem o controle, será essencial superar a resistência em 5.586,5/5.590 pontos (1). Caso o rompimento ocorra, o próximo objetivo estará em 5.620/5.627 (2) e depois em 5.638/5.643,5 pontos (3).
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Por outro lado, se o ativo perder o suporte em 5.568,5/5.555 pontos (1), o fluxo vendedor pode ser intensificado com alvos nas regiões de 5.547,5/5.539 (2) e, mais abaixo, em 5.526/5.505 pontos (3).
Apesar da queda recente, o gráfico diário ainda mostra o minidólar acima das médias de 9 e 21 períodos, o que mantém o viés estrutural levemente positivo. A perda da mínima de 2025, em 5.438 pontos, continua sendo o divisor de águas para retomada do fluxo de vendas mais intensas.
Para que os compradores tenham chance de retomada, será necessário romper a região de 5.627/5.658 pontos, com alvo seguinte entre 5.687/5.726 pontos. Já para validar o movimento de baixa visto nesta terça-feira, o ativo terá que perder a faixa de 5.535/5.467 pontos. O IFR (14) segue em 49,74, sugerindo neutralidade.
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Dólar futuro (WDOQ25): Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, o minidólar mostra estrutura congestionada, com o preço abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos.
A recuperação dependerá do rompimento da resistência em 5.591/5.620 pontos (1). Se isso acontecer, o mercado pode buscar 5.658/5.666 (2) e, posteriormente, 5.687/5.700 pontos (3).
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Por outro lado, se o ativo seguir pressionado e perder o suporte em 5.567,5/5.555 pontos (1), poderá acelerar as quedas em direção a 5.532/5.505 (2), com possível extensão até 5.478/5.467 pontos (3).

(Rodrigo Paz é analista técnico)
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