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O Ibovespa encerrou o pregão desta quinta-feira (03) com uma performance histórica, subiu 1,35%, encerrando o pregão em 140.927,86 pontos. Durante a sessão, ultrapassou pela primeira vez os 141 mil pontos, marcando novo topo histórico em 141.303,55 pontos.
O avanço foi impulsionado por um conjunto de fatores, com destaque para o bom humor global após a divulgação do payroll nos Estados Unidos, que mostrou geração de empregos acima do esperado e queda na taxa de desemprego. No entanto, o dado que mais agradou os mercados foi a desaceleração dos salários, reforçando a expectativa de que o Federal Reserve ainda possa cortar os juros até o fim de 2025.
No Brasil, apesar das tensões entre os Três Poderes envolvendo o decreto do IOF e a discussão da isenção do IR, o apetite por risco prevaleceu, com bancos e varejistas liderando os ganhos. A liquidez foi reduzida, reflexo do feriado do Dia da Independência nos EUA, que manteve as bolsas de Nova York fechadas nesta sexta.
Para os traders do mini-índice, o dia foi de clara dominância compradora, com forte tração do índice futuro já na abertura e manutenção do viés de alta ao longo da sessão. A ausência de Wall Street reduziu o volume, mas não impediu o rompimento de resistências importantes, abrindo espaço para novos topos históricos.
Os bancos puxaram o fôlego do movimento, seguidos por Petrobras e ações do setor de consumo, enquanto Vale destoou com queda leve. Com o calendário esvaziado nesta sexta-feira e o IPP como destaque local, o mercado pode operar em ritmo mais moderado, mas a tendência segue construtiva, com operadores atentos a uma possível extensão do rali de alta nas próximas sessões.
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Os contratos futuros de mini-índice (WINQ25), com vencimento em agosto, encerraram a última sessão com alta de 1,19%, aos 143.125 pontos.
No gráfico diário, a estrutura segue com viés altista, com o ativo mantendo-se acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos. O IFR (14) está em 60,09, em zona ainda neutra.
O suporte relevante está em 137.390/136.800, e seu rompimento pode levar o índice às regiões de 134.550/133.560 e 131.950/130.885 pontos. Do lado oposto, a resistência está em 143.710, e seu rompimento pode destravar novas altas até 145.080/145.630 e, posteriormente, 148.520/149.400 pontos.
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Análise do gráfico de 15 minutos
No gráfico de 15 minutos, a sessão anterior foi marcada por uma predominância da força compradora durante grande parte do dia, refletindo um cenário de continuidade da tendência de alta no curtíssimo prazo.
No entanto, a entrada de uma leve pressão vendedora no final do pregão acabou levando o ativo a encerrar o dia abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, sinalizando uma possível pausa do movimento. Ainda assim, o viés técnico permanece altista, desde que o mini-índice consiga se sustentar acima das principais regiões de suporte.
Para esta sexta-feira (5), os principais níveis gráficos a serem monitorados estão nos suportes em 142.740/142.530 (1), 141.900/141.600 (2) e 141.085/140.905 (3), e nas resistências em 143.300/143.455 (1), 144.200/144.450 (2) e 144.900/145.065 (3).
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Um rompimento da resistência imediata em 143.300/143.455 poderá impulsionar o ativo rumo às próximas faixas de resistência em 144.200/144.450, com possível extensão até 144.900/145.065, caso o fluxo comprador ganhe força.
Por outro lado, caso ocorra a perda do suporte em 142.740/142.530, o cenário pode se inverter, abrindo espaço para uma correção mais acentuada em direção a 141.900/141.600, com alvo estendido na região de suporte mais baixa entre 141.085/140.905 pontos. Esses níveis devem ser monitorados de perto pelos traders, pois tendem a definir o tom do pregão.

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WINQ25: Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, o mini-índice encerrou a última sessão com valorização, rompendo resistências de relevância e consolidando sua posição acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos — um indicativo de que o controle ainda está nas mãos da ponta compradora. Esse comportamento reforça o viés altista no curto prazo.
No entanto, é importante observar que o preço se distanciou significativamente da média de 21 períodos, o que pode indicar uma possível exaustão momentânea e a chance de um movimento corretivo em direção a essa média, que atua como suporte dinâmico e coincide com a região entre 142.300/142.000 pontos.
Caso o ativo consiga superar com volume a resistência imediata em 143.730, poderá abrir espaço para uma nova pernada de alta, mirando os alvos intermediários em 144.260/144.450, com projeção estendida até 145.160/145.730, regiões que concentram barreiras técnicas.
Por outro lado, se houver perda do suporte em 142.300/142.000, o movimento corretivo poderá se intensificar, com o ativo recuando para testar a faixa de 141.000/140.800. A quebra dessa região poderá abrir caminho para uma correção mais ampla, com próximo suporte relevante entre 139.825/139.450 pontos.

(Rodrigo Paz é analista técnico)
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