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O Ibovespa iniciou a semana com forte valorização e fechou esta segunda-feira (30) com alta de 1,45%, aos 138.854,60 pontos, embalado pelo avanço das ações da Petrobras, dos grandes bancos e pelo bom humor no exterior.
O índice registrou sua maior alta diária desde meados de junho, coroando um primeiro semestre positivo, com ganho acumulado de 15,44%. O cenário externo colaborou para o otimismo, com os mercados reagindo a sinais de avanço nas negociações comerciais entre os Estados Unidos e países como Canadá e União Europeia. Apesar de um tom mais cauteloso vindo do Tesouro americano sobre tarifas, os investidores seguiram otimistas, impulsionando também os índices de Nova York a novas máximas.
Para os traders do mini-índice, o pregão foi marcado por fluxo comprador consistente, especialmente com o bom desempenho das ações dos bancos e da Petrobras. A expectativa por um ciclo de cortes na Selic ainda no segundo semestre, somada à queda do dólar e à leitura mais favorável da inflação nas projeções do Focus, reforçou o apetite por risco.
A leve realização em Vale (VALE3) não foi suficiente para frear o movimento altista, e o fechamento próximo das máximas do dia reforça a possibilidade de continuidade desse rali no curto prazo. Com o segundo semestre começando nesta terça-feira, os operadores devem voltar as atenções para dados de emprego nos EUA e indicadores de inflação na Europa, que podem ajustar o tom do mercado e abrir novas janelas de volatilidade para o índice futuro.
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Os contratos do mini-índice (WINQ25), com vencimento em agosto, encerraram a última sessão com forte alta de 1,31%, aos 141.160 pontos, impulsionados pelo fortalecimento da força compradora.
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Análise do gráfico de 15 minutos
No gráfico de 15 minutos, o ativo confirmou uma expressiva reação técnica na última sessão, rompendo a LTB (linha de tendência de baixa) do canal de baixa e superando, com força, as médias móveis de 9, 21 e 200 períodos. O movimento foi marcado por um candle de alta bastante significativo, indicando controle da ponta compradora no curtíssimo prazo.
Para o pregão desta terça-feira (01), os principais níveis gráficos de atenção estão nos suportes em 141.085/140.905 (1), 140.320/140.065 (2) e 139.645/139.290 (3), e nas resistências em 142.000/142.340 (1), 142.980/143.255 (2) e 144.450/145.065 (3).
Para que o avanço continue, será necessário romper com volume a resistência em 142.000/142.340, abrindo caminho para os alvos em 142.980/143.255 e, posteriormente, 144.450/145.065.
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Caso o mercado perca força, a primeira região a ser monitorada é o suporte em 141.085/140.905, que coincide com a confluência das médias curtas. A perda dessa faixa pode atrair fluxo vendedor, com correções em direção a 140.320/140.065, e, em caso de pressão prolongada, até 139.645/139.290.
No gráfico diário, o mini-índice também apresentou recuperação, após testar a média móvel de 200 períodos como suporte, região que atraiu interesse comprador. Com o rompimento das médias de 9 e 21 períodos, o viés técnico ganha força, mas ainda exige confirmação com o rompimento da resistência entre 143.030/143.710 pontos. Caso esse nível seja superado, os próximos objetivos estão em 145.080/145.630 e nos topos anteriores de 148.520/149.400.
Do lado oposto, o suporte mais relevante segue em 137.390/136.800, faixa que, se rompida, pode gerar movimento de correção mais profunda até 134.550/133.560 e 131.950/130.885. O IFR (14) está em 53,68, indicando uma zona de neutralidade, mas com leve viés positivo.
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Saiba mais:
WINQ25: Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, a estrutura técnica confirma o movimento de alta, com o ativo rompendo e fechando acima da LTB, além de superar as médias móveis de 9, 21 e 200 períodos.
Apesar do cenário favorável, é necessário atenção ao fato de que o preço se distanciou consideravelmente das médias curtas, o que pode gerar um movimento de correção no curtíssimo prazo.
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Para o pregão de hoje, os níveis decisivos para o mini-índice estão nas faixas de suporte em 141.000/140.800 e resistência em 142.000/143.370, que devem direcionar o fluxo predominante no intraday.
Caso a resistência em 142.000/143.370 seja rompida com volume consistente, o ativo poderá ganhar tração compradora e avançar até os próximos alvos técnicos em 142.950/143.370, com projeção estendida para a região de 144.450/145.165, onde estão concentradas resistências mais relevantes.
Por outro lado, a perda do suporte em 141.000/140.800 pode sinalizar enfraquecimento da força compradora e abrir espaço para movimentos de correção.
Nesse cenário, o mini-índice poderá buscar suporte intermediário em 139.825/139.450, com possibilidade de extensão até 138.750/138.305, faixa que pode funcionar como zona de defesa da tendência em prazos mais curtos.

(Rodrigo Paz é analista técnico)
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- O que são médias móveis e como usá-la para estratégia de Trade
- IFR: O que é o índice de força relativa?
- Bandas de Bollinger: como usar e interpretar?
- Como o MACD pode identificar e interpretar tendências do mercado?
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