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Em um pregão marcado pela reação positiva aos avanços na cena internacional, o dólar fechou a segunda-feira (13) em alta de 0,50%, cotado a R$ 5,6833 no mercado à vista. O movimento da moeda norte-americana refletiu principalmente o alívio nos temores de recessão nos EUA, após Washington e Pequim firmarem um acordo provisório para reduzir tarifas comerciais por 90 dias. O entendimento entre as duas maiores economias do mundo elevou o apetite global por risco, mas, paradoxalmente, também estimulou uma retomada das posições compradas em dólar, dada a melhora nas perspectivas de crescimento dos EUA e o aumento nos rendimentos dos Treasuries. Internamente, o mercado acompanhou a entrevista do ministro Fernando Haddad, enquanto dados do boletim Focus indicaram que o ciclo de aperto monetário deve ter se encerrado.
Para os traders de minidólar, o pregão seguinte tende a manter a volatilidade elevada, com o câmbio sensível à continuidade do movimento de recomposição de posições na divisa norte-americana. A sinalização de menor chance de cortes de juros nos EUA e os desdobramentos do encontro entre os líderes de Rússia e Ucrânia durante a semana seguem no radar.
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Na sessão de ontem, os contratos futuros de minidólar (WDOM25), com vencimento em junho, fecharam em alta de 0,33%, cotados a 5.697,5 pontos, interrompendo uma sequência de duas quedas consecutivas.
Análise do gráfico de 15 minutos
Apesar do fechamento positivo na última sessão, o gráfico de 15 minutos mostra que o viés segue negativo. Mesmo com a alta, o ativo continua abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, mantendo a estrutura técnica fragilizada. O movimento de ontem representa uma tentativa de reação, mas que ainda carece de confirmação.
Para que o ativo avance com consistência, será necessária a entrada de volume comprador suficiente para romper a zona de resistência em 5.705/5.724 pontos (1). Caso esse nível seja superado, os próximos alvos ficam em 5.733/5.757 (2), com projeção estendida para 5.770/5.782 pontos (3).
Por outro lado, a região de suporte em 5.687/5.664,5 pontos (1) torna-se ponto chave para o curto prazo. Um rompimento dessa faixa poderá reacender a pressão vendedora, mirando os suportes seguintes em 5.650/5.644,5 (2) e 5.625/5.600 pontos (3).
No gráfico diário, o minidólar até mostrou reação, mas o candle da última sessão deixou uma longa sombra superior, sinalizando certa rejeição dos preços mais altos. A configuração exige cautela: se perder a mínima do pregão anterior, em 5.687 pontos, o ativo pode voltar a ceder.
Nesse contexto, os suportes mais relevantes estão em 5.687/5.664,5 e na mínima do ano em 5.644,5 pontos, ambos fundamentais para evitar uma virada mais agressiva para o lado vendedor. Já uma retomada de alta mais clara dependerá da superação da faixa de resistência em 5.733/5.783 pontos, com espaço para buscar níveis superiores.
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O IFR (14) no diário está em 42,34, um patamar ainda neutro, mas sem força suficiente para indicar virada estrutural.

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Dólar futuro (WDOM25): Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, o minidólar também apresentou uma leve melhora técnica após duas sessões de baixa, mas permanece entre as médias móveis de 9 e 21 períodos, o que mantém o cenário indefinido. Para confirmar a reversão do movimento de baixa anterior, o ativo precisa romper com força a resistência em 5.705/5.733 pontos.
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Se esse rompimento ocorrer, o fluxo comprador poderá se intensificar, mirando os próximos níveis em 5.752/5.770 pontos, com alvo mais longo em 5.782 e 5.795,5 pontos.
Já para retomar o movimento de baixa, o sinal técnico virá com a perda do suporte em 5.687/5.664,5 pontos. Caso esse nível seja rompido, o minidólar pode acelerar a queda em direção aos suportes em 5.644,5/5.625 e depois para a região de 5.600/5.582 pontos.

(Rodrigo Paz é analista técnico)
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