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O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, declarou nesta terça-feira (6) que, em até seis meses, o grupo Hamas deixará de existir na Faixa de Gaza e que a população palestina começará a “ir embora” para outros países. As afirmações foram feitas durante uma conferência no assentamento israelense de Ofra, na Cisjordânia, e refletem o novo plano do governo israelense de “ocupar e manter” o território de Gaza de forma permanente.
“Quando Gaza for completamente destruída, seus cidadãos se concentrarão ao sul do corredor de Morag e começarão a sair em grandes grupos para outros países”, disse Smotrich, segundo informações da imprensa local. Ele garantiu que a vitória de Israel sobre o Hamas ocorrerá em “alguns meses”, e que o território será controlado de forma permanente.
Mudança na estratégia militar de Israel
As declarações de Smotrich acontecem um dia após o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu aprovar um novo plano militar para a Faixa de Gaza, que abandona o modelo de incursões temporárias para adotar uma estratégia de ocupação contínua. O novo plano, aprovado por unanimidade pelo gabinete de segurança israelense, prevê que as tropas de Israel não apenas entrarão em Gaza, mas permanecerão no território de forma indefinida.
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“Finalmente vamos ocupar a Faixa de Gaza”, celebrou Smotrich, reforçando a nova diretriz militar de Israel. O plano de ocupação também prevê a expulsão gradual da população palestina para outros países, segundo o ministro.
Impacto humanitário e deslocamento em massa
Desde o início da ofensiva israelense contra Gaza, em outubro de 2023, cerca de 90% da população foi deslocada diversas vezes. Com o rompimento do cessar-fogo em março de 2025, aproximadamente 423 mil pessoas foram obrigadas a abandonar suas casas novamente.
Grupos de direitos humanos alertam para o agravamento da crise humanitária na região, que já enfrenta escassez de alimentos, água e medicamentos. A estratégia de deslocamento forçado de palestinos pode levar a uma nova onda de migração em massa.
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Reações internacionais e tensão crescente
As declarações de Smotrich devem aumentar a tensão na região e provocar reações da comunidade internacional, que acompanha com preocupação a escalada do conflito. Países árabes, organizações humanitárias e até aliados ocidentais de Israel têm manifestado apreensão com o impacto da nova estratégia militar de Netanyahu.
O Hamas, que governa Gaza desde 2007, ainda não se pronunciou oficialmente sobre as declarações do ministro israelense. No entanto, o grupo já advertiu que uma ocupação permanente de Gaza será recebida como uma “declaração de guerra total” contra os palestinos.
