Número de falências cai 68,2% em outubro, segundo Serasa

Queda é verificada em relação a outubro/04 e, para a entidade, reflete crescimento da atividade econômica nos últimos trimestres

Publicidade

SÃO PAULO – O número de falências e concordatas decretadas no País caiu em outubro, na comparação com igual período de 2004, segundo revela pesquisa nacional realizada pela Serasa, que foi divulgada nesta segunda-feira (14/11).

No referido mês deste ano, houve uma expressiva queda de 68,2% dos requerimentos de falências. Em outubro, o total de falências requeridas foi de 411 contra as 1.291 no mesmo período em 2004. Em relação às falências decretadas, foram apuradas 183 em outubro, contra 279 no mesmo período de 2004, uma queda de 34,4%

Em relação ao número de concordatas, em outubro deste ano foi registrado apenas um evento de concordata deferida, contra 12 apurados no mesmo mês do ano passado.

Queda também no acumulado do ano

Tomando ainda por base os dez primeiros meses do ano, a pesquisa da Serasa mostra redução no número de falências requeridas no País: foram contabilizadas 8.542 de janeiro a outubro deste ano, contra 11.254 no mesmo período de 2004, uma queda de 24,1%.

Ainda nesta comparação, o número de falências decretadas registrou recuo de 11,4% em relação ao ano passado: foram decretadas 2.509 nos primeiros dez meses de 2005, contra 2.832 no mesmo período do ano passado.

Já em relação ao número de concordatas deferidas, houve queda de 34,3% no acumulado de janeiro a outubro deste ano (65 concordatas) contra os dez primeiros meses de 2004 (99 concordatas).

Continua depois da publicidade

Momento positivo

De acordo com os técnicos da Serasa, a diminuição nos índices de falência reflete o crescimento da atividade econômica verificado nos últimos trimestres.

“Mesmo a crescente desaceleração da economia não foi suficiente para reduzir a capacidade de pagamento das empresas, que vêm sendo beneficiadas pela alta liquidez da economia, fruto da expansão do crédito, do aumento das reservas internacionais e da relativa estabilidade da dívida pública como proporção do PIB”, esclarece o estudo.