Publicidade
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, justificou a opção da Corte por manter os julgamentos de ações penais nas Turmas, em vez de encaminhá-los ao plenário. A explicação ocorre em meio à discussão sobre a denúncia da suposta trama golpista, que será analisada pela Primeira Turma do STF.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus aliados defendem que o caso deveria ser julgado pelo plenário, com a participação dos 11 ministros. No entanto, sem citar diretamente o processo, Barroso argumentou que a divisão entre as Turmas garante maior celeridade e evita que casos prescrevam.

Votar impeachment de ministros do STF no Senado só causaria problemas, diz Alcolumbre
“Muito claramente nós temos muitos problemas, não será o presidente do Senado Federal que vai criar mais um”

Barroso pauta julgamento sobre decisão de Dino que destrava emendas
O julgamento terá início nesta sexta-feira, às 0h, e se estende pelo carnaval, até o dia 5 de março
Em entrevista à GloboNews, Barroso destacou que a mudança no regimento interno do STF em 2023 atendeu a uma demanda histórica de advogados e buscou resolver o congestionamento de ações no plenário.
Ferramenta do InfoMoney
Baixe agora (e de graça)!
“Havia um congestionamento de ações no plenário e, em razão disso, um risco real de prescrição de casos”, afirmou o ministro. “Para evitar isso e atender ao pleito das defesas, mudou-se o padrão: ações penais, no Supremo, tramitam nas Turmas. Essa passou a ser a regra geral. Levar um caso para o plenário é que seria a exceção.”
O julgamento da denúncia contra Bolsonaro será conduzido pela Primeira Turma, formada pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Alexandre de Moraes e Flávio Dino. A Segunda Turma é composta por Gilmar Mendes, André Mendonça, Edson Fachin, Nunes Marques e Dias Toffoli.
Indicação
As manifestações dentro do STF sinalizam que Bolsonaro não terá sucesso na tentativa de levar o caso ao plenário. Além de Barroso, o ministro Gilmar Mendes, decano da Corte, também defendeu que o julgamento permaneça na Primeira Turma.
“Se o relator é da Primeira Turma, o processo vai para a Primeira Turma. Nós também temos nossos processos que julgaremos na Segunda Turma. Isso é natural, como acontece”, afirmou Gilmar Mendes.