Publicidade
SÃO PAULO – O cenário econômico favorável em 2004 se refletiu no indicadores de insolvência das empresas brasileiras. No acumulado do ano até o mês de novembro, o número de falências decretadas e requeridas caiu na comparação com igual período de 2003. A mesma queda foi verificada na quantidade de concordatas requeridas e deferidas.
Apesar da retração ao longo do ano passado, a relação entre os meses de novembro aponta aumento no volume de falências decretadas em 2004. Todas as informações fazem parte de pesquisa divulgada pela Serasa na última sexta-feira (31/12).
Falências
De acordo com o estudo, o número de falências decretadas de janeiro a novembro caiu 23,4% na comparação com o mesmo período em 2003, totalizando 3.949 falências nos onze primeiros meses do ano. Esta tendência se repetiu com as falências requeridas, que diminuíram 34,5% na mesma comparação, e somaram 11.697 requerimentos.
Registrando um comportamento diferenciado, o volume de falências decretadas em novembro de 2004 cresceu 10,44% em relação ao mesmo mês do ano anterior, passando de 412 para 455 registros. No entanto, a quantidade de requerimentos de falências diminuíram 36,8% nesta comparação mensal, com variação de 1.468 para 928 registros.
Concordatas
No que se refere ao volume de concordatas requeridas, no acumulado do ano houve declínio de 21,2% frente ao mesmo período em 2003, chegando a 480 concordatas ao longo dos onze primeiros meses de 2004. Entre os pedidos de deferimento de concordatas, a queda verificada pela pesquisa de janeiro a novembro foi de 15,6%, totalizando 384 registros.
Ainda de acordo com o estudo da Serasa, houve queda de 31,1% no volume de concordatas requeridas em novembro comparado com igual mês de 2003. Em relação às concordatas deferidas, foi registrado recuo de 38,8% no mesmo período. Esses resultados apontam requerimento e deferimento de, respectivamente, 42 e 30 concordatas.
Continua depois da publicidade
Segundo informou a Serasa, a manutenção deste cenário favorável para as empresas nacionais em novembro é conseqüência do aquecimento da economia ao longo do ano passado. Fatores como a recuperação da renda do trabalhador e a melhora nas condições de crédito ao consumidor ampliaram as vendas e melhoraram os caixas empresariais.