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SÂO PAULO – Com o patamar elevado da Selic, taxa básica de juro brasileira, os fundos DI e os de renda fixa foram os grandes destaques da indústria de fundos em termos de captação no mês de março, segundo dados da Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimento).
No mês, os fundos de investimentos registraram uma entrada de recursos de R$ 9,14 bilhões, sendo que houve um forte movimento migratório entre as categorias, com a saída de fundos de investimento no exterior (FIEX), mistos e ações, entre outros. O patrimônio consolidado da indústria era de R$ 630,92 bilhões.
Fundos que captaram
Os fundos de renda fixa (com suas quatro modalidades) registraram uma entrada líquida de recursos de R$ 5,21 bilhões no mês, terminando o período com a maior entrada de recursos entre as categorias de fundos da Anbid. No dia 31 de março, esses fundos acumulavam um patrimônio de R$ 213,58 bilhões, o que representava 33,85% do que estava aplicado na indústria de fundos.
O segundo destaque em termos de captação ficou os fundos DI, que apresentaram uma entrada de R$ 3,66 bilhões. Em decorrência da captação positiva, o patrimônio desta categoria de fundos atingiu R$ 123,79 bilhões no dia 31 de março, que corresponde a 19,62% do total.
Vale citar que o patamar elevado da taxa Selic foi o grande responsável pela atratividade desses fundos. O Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) manteve durante o mês de março sua política de aperto monetário, elevando o juro básico para 19,25% ao ano.
Quem perdeu recursos
Já os FIEX, mistos, de ações e de privatização registraram perda de recursos em março. Isso mostra que houve uma migração dos investidores nas diferentes categorias. Os FIEX, que investem principalmente em títulos da dívida externa brasileira, foram o destaque negativo de captação, com uma saída líquida de R$ 491 milhões. Os fundos mistos, por sua vez, perderam recursos da ordem de R$ 190,65 milhões.
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Com a apreensão do mercado diante da Bovespa, os fundos de ações foram a terceira pior categoria, registrando uma saída de R$ 131,56 milhões em março. Também com a queda das ações, os fundos de privatização (da Petrobrás e da Vale do Rio Doce) perderam R$ 18,62 milhões.
Ainda que pouco significativa em termos absolutos, a saída de recursos dos fundos FIEX e de privatização foi bastante expressiva em termos relativos, dado o reduzido patrimônio líquido dessas categorias.