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SÃO PAULO – Quase um ano após sua aprovação pelo Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), a linha de Apoio à Produção Imobiliária, com recursos provenientes do FGTS, finalmente está disponível.
As construtoras, desde a última quarta-feira (27), já podem buscar na Caixa Econômica Federal financiamentos dessa nova linha, cujo orçamento inicial para o empréstimo é de R$ 360 milhões.
De acordo com a Caixa, o montante disponibilizado para este ano deve ser suficiente para financiar a construção de oito mil novas unidades, o que possibilitará ao setor da construção civil apresentar resultados rápidos, com lançamento de novos empreendimentos em todo o país.
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Caixa financiará até 100% da obra
O construtor poderá contar com o financiamento pela Caixa de até 100% do custo da obra antes mesmo de seu início ou de ter vendido alguma unidade na planta. No início, a proposta da Caixa era exigir que os empreendimentos tivessem vendido pelo menos 30% das unidades, mas após discussões com o setor, a condição foi suspensa.
Prazos e juros
As construtoras terão dois anos para começar a pagar o empréstimo e, após o início do pagamento, terão o prazo de até 36 meses para quitar o financiamento. Os juros para as construtoras serão de 10,16% ao ano. Pelos novos conceitos de rating, mais empresas poderão operar com esse crédito, aumentando consideravelmente a capacidade produtiva do setor.
Para o comprador final, continua prevalecendo as regras em vigor para o financiamento do Fundo, com juros variando de 6% a 10,16% ao ano e prazo de pagamento em até 240 meses. Convém destacar que a renda familiar dos interessados não pode passar de R$ 4,5 mil.
Gastos podem ficar menores durante a construção
Outro benefício aos compradores, ainda em estudo pela CEF, diz respeito ao pagamento apenas dos juros e TR durante a fase de construção do imóvel como forma de baratear os custos nesta fase, uma vez que os encargos durante a construção chegam a representar 5% do valor do imóvel, valor este que muitas vezes é acumulado com o aluguel ainda pago pelas famílias.