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Os mercados asiáticos fecharam com baixa, mesma direção de operação das bolsas da Europa e índices futuros dos EUA nesta sexta-feira (23), com os investidores digerindo comentários de autoridades do Federal Reserve (Fed), incluindo o presidente Jerome Powell. Os formuladores de políticas reafirmaram nos últimos dias que provavelmente seriam necessários novos aumentos de juros para aproximar a inflação da meta de 2% do banco central.
Mais membros do Fed estão previstos para discursar nesta sexta-feira, incluindo Bullard, Bostic e Loretta Mester, o que ajudar os investidores a calibrarem as apostas de juros.
Na véspera, o Banco da Inglaterra surpreendeu subindo os juros em 50 pontos-base depois que os números de crescimento salarial e inflação vieram acima do esperado.
Isso ocorre depois que o Banco Central Europeu decretou, na semana passada, um aumento de 25 pontos-base na taxa de juros, enquanto o Federal Reserve dos EUA optou por uma pausa – embora tenha enfatizado que mais aumentos são prováveis.
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Na frente de dados, índices de atividade na zona do euro, Alemanha, Reino Unido e nos EUA são destaques na agenda internacional.
Por aqui, o relator da reforma tributária, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), apresentou na véspera (22) a versão preliminar de seu substitutivo da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 45), que altera o sistema tributário. A matéria prevê a fusão de 5 impostos em IVA dual e 3 alíquotas.
1.Bolsas Mundiais
Estados Unidos
Os índices futuros dos EUA recuam nesta manhã de sexta-feira e caminham para fechar a semana no vermelho, com possíveis aumentos de juros pesando no sentimento dos investidores.
O Dow e o S&P 500 perderam 1% e 0,6%, respectivamente, desde o início da semana. O Nasdaq caiu 0,4%, a caminho de quebrar uma seqüência de vitórias de oito semanas e registrar sua pior semana desde abril.
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Os ativos americanos têm sofrido depois que autoridades do Fed afirmaram que provavelmente aumentarão as taxas de juros novamente neste ano.
Veja o desempenho dos mercados futuros:
- Dow Jones Futuro (EUA), -0,33%
- S&P 500 Futuro (EUA), -0,51%
- Nasdaq Futuro (EUA), -0,72%
Ásia
Os mercados asiáticos fecharam no vermelho, com os investidores digerindo dados de inflação do Japão e de Cingapura, bem como estimativas do banco au Jibun sobre a atividade manufatureira e de serviços do Japão.
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A inflação do Japão em maio diminuiu ligeiramente para 3,2% em relação ao ano anterior, abaixo dos 3,4% de abril, mas ainda acima da meta de 2% do BOJ. O núcleo da inflação de maio ficou ligeiramente acima dos 3,1% esperados por economistas consultados pela Reuters.
Já a atividade comercial do Japão expandiu a um ritmo mais lento em junho, de acordo com estimativas do banco au Jibun. O índice composto de gerentes de compras caiu para 52,3 em junho, ante 54,3 em maio.
O índice de preços ao consumidor de Cingapura, por sua vez, subiu 5,1% na comparação anual em maio, abaixo dos 5,5% esperados pelos economistas consultados pela Reuters e o menor desde março de 2022.
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O índice Hang Seng, de Hong Kong caiu 1,61%, liderando as perdas na região ao voltar de um feriado, puxado por ações de saúde e tecnologia. Os mercados da China continental estão fechados para um feriado na sexta-feira.
- Shanghai SE (China), fechado por feriado
- Nikkei (Japão), -1,45%
- Hang Seng Index (Hong Kong), -1,71%
- Kospi (Coreia do Sul), -0,91%
- ASX 200 (Austrália), -1,34%
Europa
As principais bolsas da Europa operam com baixa, à medida que os investidores processam várias de decisões sobre taxas de juros dos principais bancos centrais do mundo e o que elas significam para o crescimento.
Investidores ainda repercutem Índices de Gerente de Compras (PMIs, na sigla em inglês) da zona do euro, Reino Unido, França e Alemanha.
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Ainda na frente de dados, a confiança do consumidor do Reino Unido, medida em uma pesquisa da GfK, subiu pelo quinto mês consecutivo e mais do que o esperado, apesar das intensas pressões do custo de vida e das preocupações com uma crise hipotecária que se aproxima.
- FTSE 100 (Reino Unido), -0,54%
- DAX (Alemanha), -0,57%
- CAC 40 (França), -0,20%
- FTSE MIB (Itália), -0,53%
- STOXX 600, +0,07%
Commodities
As cotações do petróleo operam com forte baixa e caminham para uma queda superior a 3% na semana, puxados por temores com a demanda e pelas perspectivas de crescimento econômico.
A valorização do dólar, que subiu 0,3% nesta semana, também pode pesar na demanda por petróleo ao encarecer o combustível para detentores de outras moedas.
- Petróleo WTI, -1,77%, a US$ 68,28 o barril
- Petróleo Brent, -1,55%, a US$ 72,99 o barril
Bitcoin
- Bitcoin, -0,40% a US$ 30.024,00 (em relação à cotação de 24 horas atrás)
2. Agenda
A semana termina com destaque para a divulgação do Índice de Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, bem como para mais falas de integrantes do Federal Reserve (Fed).
EUA
9h: Discurso de Raphael Bostic, presidente do Fed de Atlanta
10h45: PMI
14h40: Discurso de Loretta J. Mester, presidente do Fed de Cleveland
3. Noticiário econômico
Reforma tributária prevê fusão de 5 impostos em IVA dual e 3 alíquotas
O relator da reforma tributária, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), apresentou na última quinta a versão preliminar de seu substitutivo da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 45), que altera o sistema tributário.
A matéria prevê a criação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), baseado no modelo de imposto sobre valor agregado (IVA), já aplicado em outros países. O tributo substituiria duas contribuições – o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) – e três impostos – o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o Imposto sobre Serviços (ISS) e o ICMS. O imposto que vai substituir IPI, PIS, Cofins, ICMS e ISS será dual, ou seja, com uma parcela gerida pela União (CBS) e a outra, por estados e municípios. Haverá um período de transição de oito anos para esses tributos, a começar em de 2026 a 2033.
4. Noticiário político
MPE pede condenação de Bolsonaro por reunião com embaixadores
O vice-procurador Eleitoral, Paulo Gonet, defendeu na última quinta a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo que trata da divulgação de ataques ao sistema eletrônico de votação durante reunião realizada em julho do ano passado, no Palácio da Alvorada.
Nesta manhã, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) iniciou o julgamento da ação na qual o PDT questiona a legalidade da reunião e acusa Bolsonaro de abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.
Se o parecer do Ministério Público Eleitoral (MPE) for acolhido pela Corte, Bolsonaro ficará inelegível pelo prazo de oito anos e não poderá participar das próximas eleições.
5. Radar Corporativo
B3 (B3SA3)
A B3 (B3SA3) aprovou o pagamento, aos acionistas da companhia, de juros sobre capital próprio, no valor total de R$ 351,5 milhões, equivalentes ao valor bruto de R$ 0,06161196 por ação.
A companhia também aprovou a distribuição de dividendos, referentes à apuração do resultado do 1º trimestre do exercício social de 2023, no valor total de R$ 306,6 milhões, equivalentes ao valor de R$ 0,05374176 por ação.
O pagamento será realizado em 07 de julho de 2023 e tomará como base de cálculo a posição acionária de 27 de junho de 2023.
Lojas Renner (LREN3)
A Lojas Renner (LREN3) aprovou o pagamento de juros sobre o capital próprio relativo ao exercício de 2023, no valor bruto de R$ 172,2 milhões, correspondentes a R$ 0,180177 por ação.
O pagamento será efetuado até a data da Assembleia Geral Ordinária de 2024, sem atualização monetária.
Minerva (BEEF3)
A Minerva (BEEF3) assinou um acordo de parceria com a National Agriculture Development Company (NADEC), uma das maiores empresas agrícolas de processamento de alimentos do Oriente Médio e Norte da África, informou o frigorífico nesta noite de quinta-feira (22).
“A Minerva acredita que esse acordo deve maximizar oportunidades de vendas na região, com grande potencial de desenvolvimento para carne bovina e de cordeiro”, diz comunicado.
Segundo o frigorifico, a parceria irá contribuir para a sua estratégia de consolidação no mercado de exportação de proteína animal.
(Com Estadão, Reuters e Agência Brasil)