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SÃO PAULO – De acordo com levantamento do Secovi (Sindicato da Habitação) o valor dos aluguéis registrou alta de 0,50% durante o mês de dezembro. A pesquisa que tem periodicidade mensal analisou a evolução dos preços de 140 empresas especializadas na locação de imóveis que operam na cidade de São Paulo.
Variação acumulada em 2001 foi de 4,5%
Para aqueles que apostaram nos imóveis como alternativa de investimento, a divulgação de que o reajuste acumulado dos aluguéis em 2001 foi de apenas 4,5% certamente não foi bem recebida. Afinal dependendo do índice de inflação utilizado, a inflação anual de 2001 ficou em cerca de 10%, mais do que o dobro dos reajustes obtidos.
Apesar da expectativa do setor de que 2001 seria um bom ano para a locação de imóveis, o racionamento de energia elétrica acabou contribuindo para a desaceleração da economia afetando o setor de locação de imóveis. Também contribuiu para esta tendência o agravamento da conjuntura internacional que acabou levando algumas pessoas a adiarem a locação de imóveis ou barganharem reduções nos aluguéis pagos. Diante deste cenário pouco positivo o vice-presidente de Locação do Sindicato, Sergio Luiz Abrantes Lembi, acredita que o desempenho do mercado pode ser considerado positivo.
Volume de imóveis alugados caiu em dezembro
A maioria das empresas (52%) que atuam no setor declarou que não houve mudanças no volume de imóveis para alugar em relação ao registrado em novembro de 2001. Enquanto cerca de 48% destas empresas acreditam que o houve uma queda no volume de imóveis alugados em dezembro frente ao mês anterior.
Cerca de 35% das imobiliárias afirmaram que houve um aumento no número de casas alugadas, confirmando tendência já verificada em outras pesquisas de que alguns inquilinos estão saindo de apartamentos para casas devido aos altos custos dos condomínios.
A pesquisa também revelou que 82% dos imóveis alugados estavam em ótimo estado de preservação, com os apartamentos apresentando o melhor estado de conservação que as casas. As casas de mais de quatro dormitórios respondiam por 47% das casas vagas e não alugadas da pesquisa, o mesmo comportamento se verificou com os apartamentos, em que 41,3% dos apartamentos vagos eram de quatro dormitórios ou mais.