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O Goldman Sachs elevou a recomendação para as ações da Minerva (BEEF3) de neutro para compra, pois estima um crescimento de 16% do lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) em 2023, impulsionado pela melhora da demanda da China e pela redução significativa dos custos com gado no Brasil. O preço-alvo dos papéis do frigorifico passou de R$ 15,40 para R$ 17.
Assim, as ações BEEF3 fecharam com ganhos de 3,28%, a R$ 9,76, na sessão desta quinta-feira (11), após já terem subido 3,50% na véspera, na sequência da divulgação do balanço do primeiro trimestre de 2023 (1T23).
Com as ações sendo negociadas a 4,0 vezes o Ebitda, o banco americano acredita que os riscos de baixa já estão em grande parte precificados e que o ativo representa a melhor relação risco-recompensa sob sua cobertura no setor de proteína.
As ações da Minerva caíram 27% no acumulado do ano, bem além do recuo de 2% do Ibovespa, pois a visibilidade de curto prazo sobre a China e os mercados de exportação em geral foram limitados no último trimestre do ano passado e no primeiro trimestre de 2023.
Para os analistas que assinam o documento, o consumo de carne bovina da China está se movendo estruturalmente para um nível mais elevado, apoiado pelo poder de compra (crescimento real do PIB do 6,0% em 2023), urbanização e com a ajuda de ventos favoráveis de curto prazo da reabertura do turismo e atividades de serviço alimentar.
Nesse sentido, o banco espera que o momentum para as exportações (tanto em volume quanto em preços) aumente nas próximas semanas, impulsionado pela aparente moderação dos estoques domésticos na China (as importações ficaram estáveis em março na base mensal ), sazonalidade positiva e ajustes comerciais após a proibição imposta ao Brasil em fevereiro.
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Enquanto isso, a mudança de ciclo no Brasil já começou a se traduzir em melhores custos (os preços do gado caíram 18%), e a margem bruta do 1T23 expandiu em 112 pontos-base mesmo com menores volumes de abate.