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SÃO PAULO – Na última terça-feira (27), líderes partidários e o presidente da Câmara, Marco Maia, firmaram um acordo, para que a votação da Lei Geral da Copa seja feita nesta quarta-feira (28).
O único entrave que impedia a votação do projeto era a decisão da data de votação do Código Florestal (PL 1876/99), que no acordo foi deixada para o mês de abril. “A Lei Geral da Copa não tem nada a ver com o Código Florestal, e fiquei feliz de ver que o caminho democrático do diálogo é sempre melhor”, afirma a presidente em exercício, Rose de Freitas (PMDB-ES).
Líderes de oposição afirmaram que o acordo mostra que cabe ao Parlamento definir a sua própria agenda. “Na semana passada, o governo quis impor uma agenda a esta Casa, e demos uma resposta firme. Agora, todos os impasses estão superados, os ânimos serenados e a Câmara reafirma a sua capacidade de construir a sua própria agenda”, disse o líder do DEM, Antonio Carlos Magalhães Neto.
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Votação polêmica
De acordo com a Agência Câmara, o acordo para pautar a Lei Geral da Copa não significa que ela terá uma votação tranquila.
Segundo o líder do PSDB, Bruno Araújo (PE), o partido ainda espera derrubar a liberação da venda de bebidas nos estádios. “Nós temos um acordo de procedimentos, não de mérito”, esclarece.
Já o líder do PT, Jilmar Tatto (SP), afirmou que a votação da proposta pode enfrentar algumas dificuldades, mas não acredita em grandes divergências. “Prevaleceu o entendimento de que era fundamental votar a Lei Geral da Copa o mais rapidamente possível para não prejudicar os entendimentos com a Fifa”, afirma.