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SÃO PAULO – O número de famílias paulistanas endividadas, com contas em atraso e sem condições de pagar as dívidas, é maior entre aquelas com renda de até dez salários mínimos. Em setembro, 43,3% delas afirmaram que não poderão honrar com o pagamento parcial ou total dos débitos no próximo mês.
Segundo a Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), divulgada pela Fecomercio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) nesta segunda-feira (3), 27,0% dos entrevistados que recebem até dez mínimos disseram que vão pagar parte do débito e outros 23,2% deverão pagá-lo integralmente.
Considerando as famílias com as contas em atraso e que ganham mais de dez mínimos, 13,6% conseguirão honrar totalmente seus compromissos, enquanto 45,5% percentual dos que disseram que vão quitar parcialmente. Já 27,3% não terão condições de pagar nada.
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Do total de inadimplentes, considerando todas as faixas de renda, 42,0% disseram que não terão condições de pagar as dívidas no próximo mês, outros 28,6% conseguirão pagar parte delas e 22,4% afirmaram que arcarão totalmente com os débitos.
Endividados
A pesquisa mostra que, do total de entrevistados, 12,4% disseram que estão muito endividados. Esse percentual é maior entre os que recebem até dez salários mínimos (13,3%) do que entre as famílias com renda superior a esse patamar (8,3%).
De modo geral, 15,5% dos entrevistados estão mais ou menos endividados e 14,6% estão pouco endividados. Em compensação, 55,7% das famílias não têm dívidas, sendo que, entre aquelas com renda de até dez salários mínimos, o número cai para 52,5% e, entre aquelas com renda superior a dez mínimos, sobe para 69,9%.
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Cartão de crédito lidera
Analisando os tipos de dívida, de maneira geral, o cartão de crédito lidera, com 69,2% das respostas, seguido por carnês, com 19,6%, e crédito pessoal, com 15,7%.
Considerando as faixas de renda, novamente o cartão de crédito aparece no topo da lista, sendo o principal tipo de dívida de 69,7% das famílias que ganham até 10 salários mínimos e de 66,1% das que têm renda acima deste valor.
Já o financiamento de carro endivida mais as famílias que recebem acima de 10 mínimos (26,1%) dos que as que ganham abaixo disso (6,4%), situação inversa que ocorre com os carnês. Este tipo de dívida é mais comum para as famílias com ganhos até 10 mínimos (21,4%).