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SÃO PAULO – O uso mais eficiente de recursos naturais pelos governos e pelo setor privado levaria a produção da América Latina a ser mais sustentável, especializada, competitiva e com maior e melhor inserção no mercado internacional. O resultado disso tudo? Redução da pobreza e das desigualdades sociais e econômicas na região.
Essa é a conclusão do relatório “O uso eficiente de recursos na América Latina: perspectivas e implicações econômicas”, do Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente).
De acordo com o documento, “o grande desafio dos países da América Latina é medir adequadamente e minimizar os impactos ambientais das atividades agropecuárias – em particular, as mudanças na utilização do solo e da água –, do desmatamento e das emissões difusas de agroquímicos”.
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Brasil
Afinal, nos últimos anos, a região voltou a se especializar em bens industriais com alto potencial de contaminação, destaca o informe do Pnuma.
No caso do Brasil, o alerta vai para o fato de somente dez produtores serem responsáveis por 60% da toxicidade total, mesmo o País tendo uma diversificada estrutura de exportação. Eles também representam mais de 15% das exportações totais.
Consumo consciente
“Para o sucesso dessas ações, o consumidor consciente é fundamental. Ele é protagonista nesse processo”, defende o diretor-presidente do Instituto Akatu, Helio Mattar.
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Ele contribui, ao gerar de forma sustentável seus recursos domésticos: a renda mensal, o consumo de água e de energia, as compras e a destinação correta dos resíduos. “Afinal, os impactos acumulados ao longo da vida já fazem uma enorme diferença”, diz.
Porém, ele lembra que, saindo um pouco do ambiente doméstico, percebemos que esse consumidor contribui com a sustentabilidade ao escolher empresas que tenham responsabilidade socioambiental.
“No âmbito da política pública, ele pode pressionar e escolher governantes comprometidos com a elaboração e implementação de programas capazes de viabilizar a produção e o consumo conscientes, induzindo um novo estilo de vida sustentável das nossas sociedades”, completa.
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Metas
De acordo com o relatório do Pnuma, as metas que devem ser perseguidas para maior eficiência no uso dos recursos naturais são:
- Cooperação público-privada em escalas local, estatal e nacional;
- Ordenamento territorial e implementação efetiva de regulamentação do uso do solo;
- Desenvolvimento de estratégias, com cooperação regional, nas áreas de mudança climática, impacto ambiental do setor primário e regulamentação do setor de recursos hídricos;
- Disponibilização e acesso à informação.
“Esse cenário”, diz o relatório, “permitirá o progresso na promoção do uso mais eificiente dos recursos naturais, financeiros, sociais, públicos e privados; promoção de um modelo de desenvolvimento mais inclusivo focado na redução das desigualdades; e contribuição para a transição para uma economia verde”.