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SÃO PAULO – O número de famílias paulistanas endividadas, com contas em atraso e sem condições de pagar as dívidas é maior entre aquelas com renda de até dez salários mínimos. Em julho, 38,8% delas afirmaram que não poderão honrar com o pagamento parcial ou total dos débitos no próximo mês.
Segundo a Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), divulgada pela Fecomercio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) nesta quarta-feira (27), 27,2% dos entrevistados que recebem até dez mínimos disseram que vão pagar parte do débito e outros 28,2% deverão pagá-lo integralmente.
Considerando as famílias com as contas em atraso e que ganham mais de dez mínimos, 35% conseguirão honrar totalmente seus compromissos, enquanto 15% disseram que vão quitar parcialmente. Por outro lado, 35% não terão condições de pagar nada.
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Do total de inadimplentes, considerando todas as faixas de renda, 38,6% disseram que não terão condições de pagar as dívidas no próximo mês, outros 26,5% conseguirão pagar parte delas e 28,6% afirmaram que arcarão totalmente com os débitos.
Endividados
A pesquisa mostra que, do total de entrevistados, 16,6% disseram que estão muito endividados. Esse percentual é maior entre os que recebem até dez salários mínimos (17,2%) do que entre as famílias com renda superior a esse patamar (13,5%).
De modo geral, 16,8% dos entrevistados estão mais ou menos endividados e 13,8% estão pouco endividados. Em compensação, 51,3% das famílias não têm dívidas, sendo que, entre aquelas com renda de até dez salários mínimos, o número cai para 49,4% e, entre aquelas com renda superior a dez mínimos, sobe para 61,3%.
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Cartão de crédito lidera
Analisando os tipos de dívida, de maneira geral, o cartão de crédito lidera, com 73,9% das respostas, seguido por carnês, com 23,6%, e crédito pessoal, com 13,3%.
Considerando as faixas de renda, novamente o cartão de crédito aparece no topo da lista, sendo utilizado por 75,1% das famílias que ganham até 10 salários mínimos e por 65,1% das que têm renda acima deste valor.
Já o financiamento de carro endivida mais as famílias que recebem acima de 10 mínimos (24,6%) dos que as que ganham abaixo disso (6,3%), situação inversa que ocorre com os carnês. Este tipo de dívida é mais comum para as famílias com ganhos até 10 mínimos (25,2%).