Publicidade
SÃO PAULO – O comprometimento da renda com gastos extras no início do ano foi o responsável pela elevação no nível de endividamento das famílias brasileiras em fevereiro.
Os dados da Peic nacional (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), realizada pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) e divulgada nesta terça-feira (22), mostram que a parcela de famílias brasileiras endividadas ficou em 65,3% – em janeiro, o percentual era de 59,4% e, em fevereiro do ano passado, de 61,8%.
Já o percentual de famílias que têm dívidas e contas em atraso ficou em 23,4% – 1,3 ponto percentual acima do registrado em janeiro (22,1%). O número daqueles que declararam não ter condições de pagar as dívidas apresentou queda, passando de 7,9% em janeiro para 7,7% neste mês.
InfoMorning
Informações, análises e recomendações que valem dinheiro
Dívidas por renda
De acordo com a pesquisa, a parcela de famílias que afirmaram estar muito endividadas recuou de 14,1% para 13,7% entre janeiro e fevereiro.
O número daquelas que se dizem pouco endividadas registrou alta, ao passar de 23,9% para 27,9%. Os “mais ou menos” endividados representam 23,7% das famílias neste mês, contra 21,4% no mês passado.
Renda comprometida
De acordo com o levantamento, a parcela da renda comprometida com dívidas passou de 29,4% para 29%. O tempo médio de atraso de quem possui contas ou dívidas pendentes ficou em 59,5 dias em fevereiro.
Continua depois da publicidade
Já o tempo médio de comprometimento com as dívidas ficou estável, sendo que 28,5% das famílias endividadas estão comprometidas com dívidas por até três meses e 29,1%, por mais de um ano.