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SÃO PAULO – A bolsa de valores paulista continua preocupando investidores, visto que, após uma queda de 15,5% em 2013, já acumula uma desvalorização de quase 10% neste ano, a 47.530 pontos, contra mais de 60 mil no início do ano passado.
A falta de interesse pelo mercado de renda variável, considerado de risco, fica ainda mais intensificada com o novo ciclo de aperto monetário, que já levou a Selic da menor taxa histórica, de 7,25% ao ano, para os atuais 10,75%. Isso ocorre pelo fato de que, com a alta do juros, os investimentos de renda fixa ficam mais interessantes, com uma rentabilidade maior, fazendo as pessoas perderem o interesse pelo investimento em ações.
Com isso, muitas ações do Ibovespa, principal índice da bolsa de valores paulista, já apresentam uma forte queda neste ano, acompanhando o movimento do mercado e, assim, levando muitos investidores a ter prejuízo.
Confira a seguir as perspectivas das cinco ações com os piores desempenhos do benchmark e veja se vale a pena entrar nestes investimentos, porque já estão descontados, ou se é melhor continuar distante.
Perspectivas
As quatro maiores quedas do Ibovespa, até o fechamento da última quinta-feira (20), são: CSN (CSNA3), com desvalorização de 32,20%; a Usiminas (USIM5), com baixa de 31,74%; a PDG Realty (PDGR3), que caiu 26,52%; a Sabesp (SBSP3), com queda de 25,40%; e a Gerdau Met (GOAU4), que já perdeu 25,30%, todas em pouco menos de três meses.
De acordo com um analista da Socopa, que não quis se identificar, não é um bom momento para as siderúrgicas e os investidores devem se manter longe destes papéis. “A queda da demanda chinesa, de acordo com os números da atividade manufatureira, rodando na casa dos 7,5%, está prejudicando muito o mercado brasileiro”, explicou.
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Segundo ele, a questão na China hoje é que ela está com um excesso de capacidade produtiva do lado das siderúrgicas, que acabam operando com margens muito baixas. Assim, como a CSN e a Usiminas, por exemplo, já trabalham com margens estreitas, acaba não ficando competitivo, o que penaliza o setor. “Por conta destes fatores, o setor não deve ver um upside no curto médio prazo, portanto é melhor os investidores manterem distância”, afirmou.
Já em relação à Gerdau Met, é um pouco diferente, visto que, de acordo com o analista, ela se expõe ao mercado norte-americano, que está em forte recuperação. Assim, isso acaba compensando a queda chinesa e indicando que pode reverter o desempenho ruim nos próximos meses.
Sobre a PDG, segundo o analista da Socopa, é um case que vem sendo impactado por muita queima de caixa. “Não é recomendado, porque os fundamentos estão muito prejudicados. Dentro do setor de real state é uma companhia considerada muito ruim, junto com Rossi (RSID3) e Gafisa (GFSA3), diferente de outras empresas.”
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Por fim, a o principal problema da Sabesp é o risco de racionamento. “Não temos uma sinalização clara do que o governo pretende fazer, tanto no setor elétrico quando com a Sabesp, portanto, é melhor continuar longe”, concluiu.