Ação subiu quase 20% em março; é hora de comprar ou vender?

As ações que mais subiram neste mês foram: Eletrobras (ELET3), Cesp (CESP6), Cielo (CIEL3), Eletrobras (ELET6) e Hypermarcas (HYPE3)
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SÃO PAULO – O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores paulista, está mostrando um pequeno sinal de recuperação em março, com alta de 0,61% até o fechamento da última sexta-feira (21), após começar o ano com dois meses seguidos de fortes quedas. Apesar de tudo indicar que é apenas um ajuste normal de mercado, algumas ações já mostram um otimismo acima da média, levando em consideração a atual conjuntura econômica brasileira.

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As ações que mais subiram neste mês, até a data informada, foram: as ações ordinárias da Eletrobras (ELET3), com alta de 17,20%; a Cesp (CESP6), que ganhou 14,76%; a Cielo (CIEL3) com valorização de 13,99%, as ações preferenciais série B da Eletrobras (ELET6), que subiram 3,75%; e a Hypermarcas (HYPE3), com alta de 11,15%.

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As ações
De acordo com Flávio Conde, analista da Gradual Investimentos, a Eletrobras não vinha de uma fase boa, por conta dos investidores que não gostam do novo modelo do setor. “Ela, normalmente, é a mais penalizada”, afirmou.

Em março, as ações ordinárias da companhia estatal elétrica tiveram um ajuste técnico, segundo o especialista, pois em outubro chegou a R$ 7,60 e entrou em março abaixo de R$ 5,00. “Ela piorar ou melhorar nos próximos meses vai depender do que acontecer com o setor elétrico. Isso envolve aspecto climático e a decisão do governo de quem irá pagar a conta da energia. Agora ela apenas voltou para o nível que estava no começo do ano”, explicou.

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Já em relação à Cesp, a explicação de Conde é que a companhia tem energia descontratada, então está podendo vender agora em 2014 com o preço mais alto, no mercado livre. “Por isso ela está sendo beneficiada. Como provavelmente vai continuar esse problema no setor, vale a pena manter a ação”, disse. “Entre uma e outra eu ficaria com a Cesp. A Eletrobras tem um case mais arriscado e pode ser prejudicada por intervenções do governo”, completou.

A alta da Cielo foi por conta de uma aversão a risco dos investidores pelos bancos, o que os fizeram correr o para cartão de crédito, que tem um fluxo de caixa mais constante e menos arriscado. “De qualquer forma, eu não recomendo comprar essa ação neste nível. Na minha opinião, ela tem muita chance de voltar para os R$ 65,00 e, do ponto de vista dos múltiplos, é um papel caro”, afirmou Conde.

Por fim, a Hypermarcas vinha sofrendo desde o começo do ano, por conta de um receio dos investidores sobre a legislação de remédios, que podia afetar o setor. “Houve exagero na reação, mas agora, quando o mercado melhorou, privilegiou as ações da Hypermarcas. Acho que a pessoa comprada deve continuar, pois as ações podem subir até os níveis do começo do ano, ou seja, R$ 18,00”, finalizou o analista.