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SÃO PAULO – O momento econômico pelo qual o mundo está passando ainda é repleto de incertezas, e tentar prever o que vai acontecer, seja com a economia de modo geral ou com as bolsas de valores, se tornou um grande desafio. Pensando no quadro que estamos vivendo, o colunista da Forbes, Kenneth Rapoza, relembrou algumas sugestões dadas pela consultora financeira e vice-presidente da Bernard R. Wolfe & Associates, Samantha Fraelich.
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“Estamos tendo um momento econômico difícil por enquanto, e não sabemos quanto tempo vai durar. No entanto, ainda é importante fazer investimentos de alta prioridade, para que você possa desfrutar de fortes benefícios a longo prazo”, comenta Samantha.
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Partindo dessa ideia, a especialista afirma que sua companhia acredita em 5 pontos que todo investidor deve saber sobre a economia, além de outros comentários.
Confira quais são eles:
1º – Não espere
Alguns podem pensar que o cenário atual não é propício para realizar investimentos, mas a sugestão de Samantha é que esse pode ser um bom momento para aplicar com um objetivo de longo prazo.
“Eu tento dar aos meus clientes analogias que façam sentido para eles. Quando toalhas de papel entram em promoção, você não faz um estoque? Então por que não fazer o mesmo quando ações estão sendo vendidas com desconto? Não precisa ser tudo ou nada”, explica. “Talvez você vá para algo que não é tão bom agora; algo que tenha valor a longo prazo”.
2º – Diversifique
Diversificar em momentos de volatilidade da economia como o que estamos vivendo é uma boa ideia. Afinal de contas, não vale a pena apostar em uma única estratégia, já que ela pode dar errado e desvalorizar toda sua carteira. Portanto, para ter certeza de que seu portfólio é diversificado, os ativos devem estar agindo de diferentes formas em períodos semelhantes de tempo.
“Você costumava diversificar através da compra de renda fixa ou de diferentes classes de ativos, e depois você esperava que um bom conselheiro lhe dissesse o que deveria ter um peso maior”, aponta Samantha. “Mas desde 2008 essa abordagem não deu em nada, porque tudo caiu, com exceção do dinheiro e do Tesouro Nacional. Agora nós diversificamos indo atrás daquilo que não está correlacionado”.
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3º – Considere reequilibrar
O momento pode ser bom para pensar em reequilibrar seu portfólio, conforme aponta a especialista. Principalmente se seus investimentos foram feitos há muito tempo e já não acompanham mais a tendência do mercado.
“Algumas pessoas realizam investimentos e os deixam parados. Quando as classes de ativos fazem uma grande corrida, você precisa realizar alguns lucros fora da mesa e não achar que eles vão crescer sempre. Você deve tomar decisões sem o emocional”, pontua.
4º – Desligue a TV
Um investidor que tenha acompanhado os noticiários nos últimos 4 anos sobre a crise na Europa, o abismo fiscal nos EUA e outras notícias pessimistas, provavelmente escondeu seu dinheiro em casa com medo de investir, e acabou perdendo a recuperação dessas e de outras nações. Atualmente, não existe relação entre o desenrolar da economia e da bolsa de valores.
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“Pense em tudo que nós ouvimos no último ano sobre a economia, sobre o ouro. Qualquer um que lhe dê conselhos sobre investimentos seguros não está falando diretamente para você. Eles não sabem a sua situação. Eles não sabem a sua tolerância ao risco. Se ouvirmos todas as notícias negativas, nunca iremos investir”, ressalta Samantha. “Um monte de caras dando conselhos a você tem algo para vender. A maior parte das pessoas da TV tem algum viés para suas ideias de investimento, quer você saiba disso ou não”.
5º – Profissionais podem ajudar
Independentemente da situação econômica que estamos vivendo, é muito importante continuar investindo, mas com sabedoria. Para isso, ter a ajuda de um planejador financeiro profissional para lhe guiar pode ser interessante.
“Estamos mais ocupados do que nunca agora. Nós não temos produtos de nossa propriedade. Estamos criando alguns com um enfoque de planejamento para os clientes e não estamos vendendo um determinado fundo. Eu acho que as pessoas começaram a ver que planejadores independentes estão em mais sintonia com suas necessidades”, afirma a especialista. “Não apenas para o longo prazo, que é o nosso foco, mas também para necessidades de curto e médio prazo”.