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SÃO PAULO – O objetivo da maioria dos que investem, seja na bolsa de valores, em fundos, títulos públicos ou outra aplicação é conseguir alcançar um patrimônio recheado de zeros, isso é, se tornar rico. No entanto, mesmo se esforçando e poupando para atingir essa meta alguns investidores não conseguem alcançar o tão sonhado pote de ouro no final do arco-íris. E por que isso acontece?
Acompanhe a cotação dos fundos imobiliários negociados na bolsa
Com o intuito de saber quais fatores podem ser os responsáveis por essa dificuldade, o InfoMoney pediu para que especialistas listassem alguns possíveis “vilões”.
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Confira quais são eles:
1º – Falta de educação financeira
Para a consultora financeira, Eliana Bussinger, essa é uma das grandes causas que impedem o investidor de acumular riqueza, pois se ele sabe onde está aplicando e quais são os riscos envolvidos há menores chances de não dar certo.
“Quem é bem informado enxerga oportunidades mesmo nas crises”, frisa. “Portanto, é preciso ter uma mentalidade financeira, empreendedora e pensar mais no longo prazo”.
2º – Delegar seu dinheiro sem nenhum critério
É claro que em alguns casos específicos, como o de fundos de investimento, o dinheiro do investidor fica, obrigatoriamente, nas mãos de um gestor, mas Eliana alerta que é preciso entender o que está sendo feito com o seu patrimônio para não ser pego de surpresa.
“Na crise de 2008 muitas pessoas perderam todo o seu dinheiro, porque seus administradores não estavam investindo corretamente ou não previram a bolha imobiliária que estava por vir”, exemplifica.
3º – Não conhecer a tributação do investimento
O imposto de renda é outro fator que contribui para minguar os rendimentos das aplicações financeiras. Por isso especialistas recomendam que você entenda como funciona a tributação de cada investimento antes de optar pela aplicação. Na renda fixa, por exemplo, os investimentos possuem tributação regressiva – isso quer dizer que, quanto mais tempo você permanecer com a aplicação, maior será o seu retorno líquido.
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Se você investir em um CDB (Certificado de Depósito Bancário), por exemplo, por até 180 dias, a incidência do IR será de 22,5%, valor que pode ser reduzido para 15% se o investidor se mantiver por mais de 720 dias.
Também existem aplicações isentas de IR, mas é preciso se atentar para as regras de cada uma. No mercado acionário, se o investidor vender mais de R$ 20 mil em um mês, será cobrada uma tributação de 15%. Caso o valor seja menor do que este não há incidência do imposto. Nos fundos imobiliários, existe a isenção de IR para os rendimentos mensais (com algumas exceções), mas a venda das cotas com lucro é tributada em 20%. Outras aplicações como LCI (Letras de Crédito Imobiliário), LCA (Letras de Crédito do Agronegócio) e CRI (Certificados de Recebíveis Imobiliários) possuem isenção de IR para pessoas físicas. Por isso, antes de montar um portfólio de investimentos, é importante se atentar para essa cobrança.
4º – Pular de um investimento para o outro
Diante do amplo leque de ofertas que o mercado de capitais oferece, pode ser confuso escolher uma aplicação. Mas o constante fluxo de informações e as diversas possibilidades de se investir devem ser bem avaliados, conforme ressalta o planejador financeiro, Valter Police.
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De acordo com o especialista, alguns investidores têm o costume de trocar de aplicação com frequência, o que acaba corroendo os ganhos obtidos, já que existem custos como taxa de administração, taxa de corretagem, IR, entre outros, sobre as aplicações.
“Muitas pessoas têm a tendência de colocar o dinheiro em investimentos que estão em alta e tirar dos que estão em baixa. Mas se você escutou que a bolsa de valores está boa, já passou essa fase. Você, provavelmente, entrou no final da onda”, ressalta Police.
5º – Não manter constância
Muitos investidores que se mantém em uma aplicação por um longo prazo acabam não mantendo o costume de investir constantemente, segundo Police. Diante de diversas tentações diárias que proporcionam prazeres instantâneos, alguns perdem o controle dos gastos e ficam sem uma quantia para ser destinada ao investimento.
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No entanto, o especialista afirma que manter aportes regulares na aplicação é essencial para alcançar o tão almejado sonho de ficar rico.
6º – Não fazer gestão de risco
Atualmente, grande parte dos consumidores que adquirem um carro logo fazem um seguro para evitar dores de cabeça. Mas nem sempre o mesmo acontece quando o assunto é saúde e a residência em que o investidor habita. Por não contarem com os riscos inerentes a esses dois fatores, alguns investidores não se preocupam em adquirir planos de seguros, por acreditarem que tem um alto patrimônio e que em uma situação de emergência uma pequena quantia sanará o problema.
“Existem situações inusitadas e emergenciais que podem abalar o que você poupou durante anos. Caso algo aconteça com você, ou um parente próximo, e seja necessário ficar internado em uma UTI, essa pessoa pode deixar R$ 3 mil no hospital em apenas um dia”, adverte Police. “Mas esses são riscos que podem ser mitigados através de seguros”.
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7º – Gastar em ativos sem retorno
No último ponto listado por Police como um dos possíveis vilões que impedem o investidor de ficar rico aparecem bens como casa de praia, carro e moto, que em um primeiro momento podem aparentar serem bons “investimentos”, mas que não trarão retorno algum.
“Você pode comprar um carro de R$ 100 mil que daqui a um tempo valerá R$ 60 mil, por exemplo. E em alguns casos os custos são tão tantos e tão altos que o dinheiro investido acaba sendo corroído”, explica Police. “Portanto, antes de tomar uma decisão dessas é importante avaliar se realmente vale a pena e se não vai interferir no seu objetivo como investidor”.