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SÃO PAULO – Consumidores com renda acima de quatro salários mínimos foram considerados os mais inadimplentes no quarto bimestre deste ano (julho e agosto). Eles concentraram 50,8% das dívidas do período. Frente ao terceiro bimestre, porém, quando eles concentraram 50% das dívidas, não houve grandes variações.
No entanto, analisando os demais períodos verifica-se queda da participação desse segmento da população na inadimplência. No início da crise, por exemplo, esse público respondia por 52,7% das dívidas entre setembro e outubro do ano passado, uma queda de 1,9 ponto percentual.
Os dados são da pesquisa de inadimplência da TeleCheque, divulgada nesta sexta-feira (25). De acordo com a pesquisa, o perfil dos consumidores inadimplentes está mudando, principalmente por conta da queda na participação dos consumidores de maior renda.
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“A estimativa é de que esta participação continue em queda devido ao aumento das oportunidades no mercado de trabalho e acesso maior ao crédito, com juros menores”, explica o vice-presidente da TeleCheque, José Antonio Praxedes Neto.
Participação da baixa renda também cai
Considerando as demais faixas de renda, verifica-se que, no quarto bimestre deste ano, a participação daqueles que recebem de zero a dois mínimos cresceu frente ao terceiro período, passando de 0,5% para 0,7%.
Aqueles que recebem entre dois e quatro salários, porém, apresentaram aumento na participação entre os inadimplentes, já que entre julho e agosto eles respondiam por 30,2% das dívidas. No bimestre anterior, a participação dessa faixa entre os inadimplentes era de 29,2%.
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Frente ao bimestre da crise (setembro e outubro de 2008), houve queda esses consumidores. Naquele período eles respondiam por 31,7% das dívidas, uma diferença de 1,5 ponto percentual.
A entidade credita as quedas da participação dos consumidores no perfil de inadimplência à melhora do cenário econômico do País, já que entre os motivos das dívidas, o desemprego e atraso salarial tiveram participação menor nos resultados.
Entre julho e agosto do ano passado, 5% dos consumidores afirmaram que o desemprego era o motivo da inadimplência, ao passo que o atraso salarial respondia por 2% das justificativas. No último bimestre analisado, esses motivos representavam 3% e 1% das respostas, respectivamente.