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SÃO PAULO – Mesmo com outras alternativas disponíveis, o brasileiro ainda usa o cheque especial para fechar as contas ao final do mês. Em agosto, R$ 20,4 bilhões foram emprestados por meio deste crédito. O problema é que a modalidade possui juros altos, que chegaram a 161% ao ano no oitavo mês de 2009.
Apesar da queda de 6,3 pontos percentuais frente a julho, a taxa é a maior dentre todas as modalidades de empréstimo. No caso do crédito pessoal, que inclui operações de empréstimo consignado, os juros ficaram em 44,3% ao ano.
Para o economista Ayrton Fontes, existem saídas para a situação de dívida do cheque especial, sendo uma delas o empréstimo consignado, no caso de quem é aposentado, pensionista ou funcionário público. Para quem não se encaixa nesta situação, uma alternativa é usar o crédito direto ao consumidor. “O consumidor deve procurar essas opções para pagar ou para não usar o cheque especial”, disse ele à Agência Brasil.
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Forma “sadia”
De acordo com a técnica do Procon-SP, Renata Reis, o consumidor deve se programar financeiramente para sair do cheque especial. “O consumidor tem de aprender a lidar com essa forma de crédito de forma sadia”, afirmou, de acordo com a Agência Brasil.
No uso do crédito, ela indica que o consumidor analise com atenção o contrato feito com o banco e o valor da taxa cobrada. No caso de promoções, é preciso guardar todo o material de divulgação.
Para quem quer encerrar o limite do cheque especial, é necessário negociar com o banco os valores devidos. “Se não conseguir negociar o débito, o cliente não pode exigir que o banco cancele essa linha de crédito. A cobrança diária de juros é uma forma de forçar o devedor a pagar. Ele não é obrigado a abrir mão dessa garantia”.
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Renata disse que quem tiver o cheque especial cancelado sem aviso prévio pode entrar na Justiça com uma ação por danos materiais. O cliente pode requerer o crédito até o fim do contrato.