O que 7 corretoras esperam da bolsa este mês

Veja a opinião dos analistas da Gradual, Indusval, BB Investimentos, Bradesco/Ágora e outras corretoras

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SÃO PAULO – O mês de julho começou com muita volatilidade e aversão a risco na bolsa brasileira. O Ibovespa, que até o final do semestre passado havia recuado 22,14%, começou o sétimo mês do ano na mesma tendência e cedeu 4,73% na última semana. A maioria dos analistas já esperava mais um mês difícil, conforme apontam os relatórios enviados aos clientes. Veja abaixo as expectativas de 7 corretoras para a bolsa este mês:

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Planner
“Para o mês de julho, nossa expectativa segue conservadora em relação à Bovespa, considerando que os mesmos problemas que predominaram em junho permanecem em cena. No entanto, boa parte das ações já acumula queda significativa no ano, voltando a ficar com múltiplos atrativos, mesmo com cenário recheado de incertezas, tanto do lado doméstico quanto no exterior. Desta forma nossa carteira sofreu poucas modificações e permanece com maior exposição a ações de empresas com fundamentos sólidos”.

Concórdia
“Acreditamos que no mês de Julho as incertezas persistam e, mais do que isto,entramos o período sem poder afirmar que o pior já passou e o patamar encerrado em junho balizou um piso para o IBOV este ano. Desta forma, preferimos manter as participações em nossa carteira inalteradas, por entendermos que contamos com bons papéis e empresas que se destacam operacionalmente dentro de seus respectivos setores e possam ser alternativas àqueles investidores que passem a trabalhar com maior seletividade. Também esperamos que companhias com receitas indexadas permaneçam mostrando desempenho financeiro robusto e que esta performance possa se traduzir na rentabilidade destas ações em bolsa”.

Gradual
“Para o mês de julho, esperamos um mercado em recuperação com desempenho positivo do Ibovespa em função de: (i) FED deve melhorar a comunicação e esclarecer quais serão os dados econômicos que devem levar ao início da redução das compras de títulos públicos americanos (QE3). Por enquanto, o presidente do FED, Bernanke, disse que o nível do desemprego em 6,5% – hoje está em 7,6% – seria o principal dado econômico a ser observado. Entretanto, vários governadores do FED têm dado opiniões diferentes e conflitantes sobre o fim do QE3; (ii) governo da China pode ter uma postura mais proativa no sentido de permitir que a atividade econômica melhore e que o sistema bancário não apresente problemas; (iii) real pode valorizar-se frente ao dólar uma vez que a desvalorização teria sido excessiva. Esperamos o dólar em R$ 2,10 no fim do ano; e (iv) juros também devem recuar assim que o dólar começar a desvalorizar-se. Nossa projeção é de Selic de 9,25% para o fim do ano”

Indusval
“O cenário para julho continua nebuloso. Com R$/US$ a 2,21, a variação cambial no 2T13 é de 10,02%. Como já vínhamos alertando, as empresas com elevado endividamento em dólar terão seus resultados prejudicados. A partir da terceira semana de julho, os resultados do 2T13 começam a ser divulgados. Como sinalizamos no mês anterior, a Petrobras com uma dívida em dólar de R$ 127 bilhões, terá uma variação cambial contábil de R$ 12,7 bilhões no 2T13.

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Para julho, a nossa visão mantém um cenário de elevada volatilidade. Desta forma, recomendamos a máxima cautela. Como no mês anterior, os setores de construção, petróleo, energia elétrica e varejo continuam não fazendo parte das nossas indicações”

BB Investimentos
“O mês de julho não parece sinalizar melhorias para os mercados bursáteis. Visto que é véspera das férias de agosto do hemisfério norte, a liquidez poderá se estreitar de meados do mês em diante, com os agentes optando por reduzir seus posicionamentos.

Também, devem-se esperar dados um pouco mais favoráveis dos EUA, que acentuariam as expectativas do fim dos estímulos pelo Fed, bem como, os indicadores da China, cujo sistema bancário passa por problemas de liquidez, estão em trajetória descendente – o PIB 2T13 chinês será anunciado na noite do próximo dia 14”

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Bradesco/Ágora
“Nossa expectativa é de que o mercado brasileiro permaneça volátil no mês de julho, ainda refletindo as preocupações sobre o cenário internacional e questões locais.

 Em nossa opinião, o cenário mais provável é de que não há grandes mudanças a serem feitas na política econômica no Brasil, com a continuidade do controle da inflação baseado na política monetária e na conquista das metas fiscais prometidas, mas sem grandes esforços adicionais. Acreditamos que essas estratégias não devem produzir melhorias a curto prazo na confiança do mercado, até seus resultados se efetivarem. A principal preocupação agora com a economia brasileira é o risco de uma desaceleração maior. Estimamos para 2013 o PIB em 2,2%, e uma melhoria substancial em 2014 parece incerta (PIB Estimado em 3,2%).”

Coinvalores
“Para Julho, diversas questões passaram a integrar o enredo econômico global e deverão afetar o desempenho do nosso mercado bursátil. De que forma as últimas sinalizações do Fed continuarão a influir tanto no mercado de ativos de risco como no de câmbio? Em qual intensidade a redução no dinamismo econômico chinês impactará os preços das commodities? Como os eventos recentes no Brasil mudarão o quadro político e vão influenciar a própria economia doméstica? Nos EUA, a afirmação de que o Fed espera,provavelmente, diminuir ou moderar suas compras em algum momento ainda esse ano e finalizá-las em meados de 2014 continuará a repercutir em nossa bolsa. Todavia, isso somente aconteceria no caso das previsões da entidade para a economia dos EUA se concretizarem, cenário esse que se afasta (ao menos no curto prazo) dada a forte revisão para baixo do PIB no primeiro trimestre e o peso dos ajustes fiscais que permanecerão vigorando ao longo deste ano. (…) O leque de incertezas está sob o Brasil, pois os dados decepcionantes de atividade e a abertura na curva de juros nos EUA, além da queda dos preços de commodities no curto prazo pelo efeito China, tende a gerar forte pressão no câmbio, que poderá permanecer num espaço mais longo. No entanto, certamente as agitações populares deverão alterar alguns rumos na política e na economia brasileira, o que deverá balizar o desempenho da bolsa paulista”


Coordenador de conteúdo educacional do InfoMoney, ganhou 3 vezes o prêmio de jornalismo da Abecip