10 razões que fazem Buffett ser o maior investidor de todos os tempos

O hábito de leitura do investidor é um dos motivos que podem explicar o seu sucesso

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SÃO PAULO – Por que Warren Buffett é bilionário e a maioria dos investidores não? São suas Habilidades? Sorte? Uma combinação dos dois? O colunista John Maxfield, do site Motley Fool, fez essa pergunta e chegou em dez fatores que colaboraram para que Buffett tenha se tornado o maior investidor de toda a história.

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1 – Nasceu na hora certa
Provavelmente Buffett teria se destacado mesmo se tivesse nascido em outra época, afirma o colunista. No entanto, da mesma forma que os titãs industriais da era de ouro, foi uma boa vantagem ter nascido as vésperas de uma expansão industrial sem precedentes depois de uma grande guerra.

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Nascido em 1930, o investidor escapou do trauma psicológico da grande depressão e esteve apto para investir em um dos melhores momentos do mercado. Para quem investe pensando no longo prazo, não poderia haver uma data de nascimento melhor.

2 – Facilidade com números
Negócios e números estiveram impregnados na alma de Buffett desde o primeiro dia, afirma John Maxfield.

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Quando tinha seis anos, Buffett comprou um pacote de seis latas de refrigerante por 25 centavos e vendeu cada uma delas por 5 centavos, obtendo 30 centavos – um lucro de 5 centavos. Um ano depois, após uma operação, ele disse a uma enfermeira: “Eu não tenho muito dinheiro agora, mas algum dia eu vou ter e eu vou ter a minha foto nos jornais”.

O investidor comprou suas primeiras ações com 11 anos. Ainda criança, ele começou a ganhar dinheiro vendendo bolas de golfe usadas, alugando máquinas de fliperama e entregando jornais.

3 –Muita leitura
Os hábitos de leitura de Warren Buffett são lendários. De acordo com a biografia de Roger Lowenstein sobre o investidor, quando criança, Buffett “poderia se enterrar em seu livro favorito ‘Mil maneiras de ganhar US$ 1.000’, uma exortação para mais Rockefellers com histórias como ‘Construindo um negócio com Fudges (doces americanos) caseiros’ e ‘Sra. MacDougall transformou US$ 38 em um milhão'”.

4 – Ele não foi aceito em Harvard
Em 1950 Buffett tentou entrar na escola de negócios de Harvard, mas foi rejeitado. “Eles decidiram que 19 anos era muito pouco para ser admitido e pediram para eu esperar um ano ou dois”, escreveu o investidor para um amigo na época.

Para o colunista John Maxfield, essa foi uma das melhores coisas que poderia ter acontecido com Buffett. A segunda opção dele foi a Universidade Columbia, lar de Bejamin Graham, o pai da análise fundamentalista. “É quase como se Buffett tivesse achado um deus”, disse um colega de quarto.

5 – Ele é ‘do contra’ por natureza
Buffett não apenas diz “Tenha medo quando os outros estiverem confiantes e esteja confiante quando o resto tiver medo” – ele vive isso na prática, afirma o colunista.

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Ele dissolveu sua primeira parceria de investimento no meio dos anos 1960 apenas para entrar novamente no mercado após o “realmente histórico” colapso do mercado nos anos 1973-1974. Enquanto publicações financeiras estampavam manchetes como “por que comprar ações?”, dizem que Buffett disse que aquela “era a hora de ficar rico”.

6 – Ele odeia gerenciar pessoas
O desdém de Buffett para gerenciar pessoas não parece um motivo que possa explicar o sucesso do investidor. No entanto, para o colunista, esse é justamente o caso.

Warren Buffett transformou a Berkshire Hathaway em um conglomerado industrial massivo, com dúzias de subsidiárias, mas a companhia principal emprega menos de duas dúzias de pessoas. Como ele faz isso? Ele delega, escolhendo negócios que serão bem liderados pelos seus fundadores ou pelo time que gerencia.

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Perto do fim de um mandato de 20 anos, um dos administradores de uma empresa controlada por Buffett disse a ele: “Eu vou lhe dizer porque nosso acordo funcionou. Você esqueceu que comprou esse negócio e eu esqueci que o vendi”.

7 – Ele ama seu trabalho
Não é coincidência que um recente livro sobre Warren Buffett, escrito por um amigo de longa data dele, se chame ‘sapateando para o trabalho’ (em tradução livre para o português), segundo o colunista.

A referência vem de uma conversa que ele teve com o juiz e amigo John Grant em 1973 – época em que a bolsa caiu. Após Grant ter menciononado que ele tinha gostado de trabalhar um caso particular, Buffett respondeu dizendo, “alguns dias eu me levanto e eu quero sapatear”.

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8 – Proximidade ‘quase espiritual’ com o dinheiro
A maioria dos investidores gosta de como dinheiro bem aplicado pode gerar mais dinheiro. Mas o que diferencia Buffett é sua compreensão quase espiritual de flutuação, alocação de capital e retornos.

É praticamente inacreditável pensar que a Berkshire Hathaway foi, em determinado momento, uma empresa têxtil com problemas com sede em New Bedford, Massachusetts. Mas foi com o fluxo de caixa relativamente escasso do negócio moribundo que Buffett foi capaz de construir a gigante que vemos atualmente.

9 – Ele reconhece seu próprio círculo de competências
Em linha com sua natureza “do contra”, Buffett tem sido particularmente adepto em evitar os inúmeros modismos que surgem no mundo dos investimentos ao longo de sua carreira.

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Como ele disse em uma carta aos acionistas nos anos 1970: “minha abordagem em relação a títulos de crédito é a mesma que utilizo para ações. Se eu não consigo entender algo, eu simplesmente o esqueco”. Ele prefere focar naquilo que sabe bem ou que pode compreender.

10 – Abordagem sem dogmas para investir
A maioria das pessoas associam a filosofia de Bejamin Graham, de investir apenas em empresas de valor muito abaixo do seu valor real, com Buffett. Mas a realidade é muito mais ampla.

Além de várias posições de arbitragem que o beneficiaram ao longo de sua carreira, o investimento na American Express é um dos primeiros casos de distanciamento de Buffett da abordagem de Graham.

Como Lowenstein explica: “A American Express não tinha uma margem de segurança no conceito mais estrito de Benjamin Graham e é impensável que Graham teria investido nela, mas Buffett viu um tipo de ativo que escapou a Graham: o valor de franquia do nome American Express”.

É como Buffett escreveu em uma carta aos acionistas em 1989. “É muito melhor comprar uma companhia maravilhosa por um bom preço do que comprar uma boa companhia por um preço maravilhoso.”