Planos odontológicos exigem reflexão e cuidados na hora da contratação

Segundo especialista, consumidor não deve contratar este tipo de serviço, se a intenção for um tratamento imediato

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SÃO PAULO – Existem cerca de 10,406 milhões de usuários de planos de saúde exclusivamente odontológicos, em todo o Brasil, segundo dados apurados pelo Sinog (Sindicato Nacional das Empresas de Odontologia de Grupo). Se você pretende engrossar este número, fique em alerta, pois é preciso atenção, reflexão e cuidado neste tipo de contratação.

De acordo com a técnica de defesa do consumidor da Fundação Procon-SP, Renata Molina, o número geral de reclamações referentes a tratamentos dentários mais que triplicou entre os anos de 2007 e 2008, saindo de 54 para cerca de 200 registros, somente na cidade de São Paulo.

Um dos principais motivos para um aumento tão expressivo, segundo ela, viria da combinação entre o crescimento do número de planos de saúde odontológicos e o desconhecimento quanto a este tipo de serviço por parte do consumidor.

“O problema é que o consumidor não vê o plano de saúde odontológico como um serviço de longo prazo, assim como ele percebe o plano de saúde. Então, ele contrata o serviço para um tratamento imediato e, quando termina este tratamento, quer desfazer o contrato, o que não é permitido, pois este produto tem como característica a prevenção, o resguardo”, explica a técnica.

Queixas

De modo geral, as principais queixas registradas no Procon-SP contra clínicas que oferecem tratamentos dentários dizem respeito a mudanças no valor do orçamento. Entretanto, quando se trata dos planos de saúde odontológicos, o consumidor procura a entidade para resolver questões acerca de contratos, que acontecem, principalmente, por falha de comunicação entre a empresa e o usuário.

Para evitar dores de cabeça futuras, a técnica dá as seguintes sugestões:

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