Itaú e Unibanco, BB e Nossa Caixa: como concentração afeta o usuário dos serviços?

Enquanto para uns operação cria banco forte em tempos de crise, para outros fusões do tipo diminuem poder de escolha

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SÃO PAULO – No início de novembro, Itaú e Unibanco pegaram mercado e correntistas de surpresa e anunciaram a unificação de suas operações financeiras. Menos de um mês depois, na última quinta-feira (20), em pleno feriado em diversos municípios do País, o Banco do Brasil anunciou a compra da Nossa Caixa.

A operação, que depende, ainda, de algumas aprovações, era uma das mais esperadas na esfera corporativa brasileira. No entanto, apesar da ansiedade, surge a questão: como essa concentração bancária afeta a população?

Enquanto uns aprovam…

Após o anúncio da compra, o ministro da Fazenda Guido Mantega disse que a aquisição é positiva, porque fortalece os bancos públicos e equilibra o jogo entre os grandes players deste mercado, aumentando a competitividade.

Além disso, Mantega afirmou que a operação é benéfica aos clientes tomadores de crédito das instituições financeiras e disse que “é importante, num momento de turbulência como esse, termos bancos fortes que não sofrem nenhuma restrição de crédito e ajudam a manter o mercado mais sólido”.

… outros têm ressalvas

De acordo com o economista da Fipecafi (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras), Alexandre Assaf Neto, apesar de as medidas serem praticamente inevitáveis diante da crise financeira internacional, a concentração “diminui a concorrência e isso não é bom para os clientes em geral”.

Para Assaf, segundo a Agência Brasil, as fusões no setor bancário limitam as opções de escolha dos clientes na busca de melhores condições de serviços, tarifas bancárias e juros sobre empréstimos.

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O lado da empresa

Em nota divulgada sobre a transação, o Banco do Brasil destacou que, “na forma como está acordada, a operação preserva o interesse dos agentes relacionados às empresas, incluindo empregados, correntistas, acionistas e demais parceiros”.

Além disso, o documento também informa que, para a preservação do interesse público, “o memorando de entendimentos prevê a posterior incorporação societária da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil, com a manutenção da prestação de serviços para o Estado de São Paulo, consubstanciada nos seguintes aspectos: