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SÃO PAULO – Em julho deste ano, a inadimplência na cidade do Rio de Janeiro subiu 3,1 pontos percentuais, entre as famílias com renda acima de oito salários mínimos, e 2,6 p.p., entre as famílias cujo rendimento é inferior aos oito mínimos, na comparação com igual mês do ano passado. Já em São Paulo, o total dos inadimplentes da cidade registrou queda de 4 pontos percentuais, na mesma base comparativa.
Os dados da Fecomercio-RJ, divulgados na última sexta-feira (15), mostraram que, em julho do ano passado, a proporção de moradores da cidade do Rio de Janeiro inadimplentes com as contas fixas era de 11,7%, para famílias com renda maior, e 12,3%, para aquelas cujo rendimento é inferior.
Ao contrário, a tendência foi de queda na cidade de São Paulo. De acordo com dados da Fecomercio-SP, a proporção de consumidores paulistanos inadimplentes era de 39% em julho do ano passado.
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Rio de Janeiro
Os dados da Fecomercio-RJ revelaram que a proporção de famílias de baixa renda com situação financeira equilibrada ficou em 70,6% em julho (queda de 2,4 p.p. frente a 2007). Já as famílias de alta renda que tiveram sobra de dinheiro no fim do mês, depois de todas as contas pagas, totalizaram 45,3% (alta de 9,3 p.p.).
O Perfil Econômico do Consumidor – que reúne as pesquisas de Orçamento, Inadimplência e Consumo Doméstico – realizado pela Fecomércio-RJ, mostra que o aumento dos juros, bem como da inflação já estão tendo impacto no bolso do consumidor. No mês passado, houve sobra de dinheiro para quem ganha mais e faltou para os que ganham menos.
O percentual de pessoas de alta renda que pretendia comprar com o cartão de crédito como solução para driblar o dinheiro curto no fim do mês caiu de 15,2% para 3,5%, o que demonstra que o consumidor tem consciência de que não pretende se endividar mais.
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Em relação às classes mais baixas, a proporção de quem usa cartão de crédito é menor, por isso a redução não é tão expressiva. Ela caiu de 8,6% para 7,1%, entre julho de 2007 e 2008.
São Paulo
Em relação à inadimplência de acordo com a renda na cidade de São Paulo, os dados revelam que, das pessoas com renda de até três salários mínimos, 49% estão com contas em atraso, contra 35% dos que ganham de três a dez salários mínimos e 15% entre os que possuem renda acima deste patamar.
Segundo a Fecomercio-SP, as recentes pressões inflacionárias, principalmente nos preços dos alimentos e a expansão da oferta de crédito estão entre as causas do aumento do endividamento, que registrou alta de 4 p.p. e atingiu 53% dos consumidores paulistanos.
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Na análise dos motivos para a inadimplência, a falta de controle financeiro foi apontado por 33% dos consumidores, seguido pelo desemprego (22%). O cartão de crédito continua sendo o grande vilão das dívidas, com 45%, seguido pelos carnês (22%).
Além disso, 23% apontaram os gastos com habitação como sendo os que mais afetaram as pendências atuais, enquanto 14% acreditam que foram os gastos com eletrodomésticos e 13%, com vestuário.