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Consumidores devem ter, a partir deste ano, VGBL Saúde e VGBL Educação

Segundo a Fenaprevi, existe um prazo de 18 meses para o lançamento dos produtos. Mas aposta é que ocorra antes disso

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SÃO PAULO – Após o avanço de 22,73% em 2007, o mercado de previdência privada deve avançar em torno de 15% neste ano. De acordo com informações divulgadas nesta segunda-feira (18) pela Fenaprevi (Federação Nacional da Previdência Privada e Vida), entre os motivadores desse desempenho estão o microsseguro e dois produtos que estão em vias de ser apresentados aos consumidores: o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) Saúde e o VGBL Educação.

“Estamos em um acordo de aprovar o lançamento dos VGBLs nos próximos 18 meses”, afirmou o presidente da entidade, Antônio Cássio dos Santos. Marco Antônio Rossi, um dos vice-presidentes da organização, adicionou logo em seguida que o mercado estima essa liberação ainda neste ano.

Gastos específicos

Os investimentos em educação e saúde servirão, exatamente, para garantir os gastos com ambas as despesas em caso de necessidade. Por exemplo: enquanto trabalha, determinado empregado possui um convênio médico oferecido pela empresa. Quando se aposenta, perde esse direito. “No final, a pessoa precisa recorrer à saúde pública, se não conseguir pagar seu próprio plano”, lembrou Santos.

A idéia, então, é que o VGBL Saúde seja uma espécie de poupança destinada a esse desembolso. A pessoa pode sacar o dinheiro da carteira quando precisar, sendo qual fim for. “O investimento pode ser gasto em outras despesas, nada impede, mas, neste caso, caberá a tributação adequada”, contou o presidente da Fenaprevi.

Se a pessoa utilizar o saldo para despesas médicas, existirá uma isenção de tributos. Também não haverá incidência do Imposto de Renda. “Os valores poderão ser utilizados para pagar planos de saúde integralmente, parte desses valores ou então para custear despesas hospitalares”, acrescentou Carlos André Guerra, um dos vices da federação.

A premissa do VGBL Educação será a mesma. Os aplicadores poderão efetuar os saques antes ou depois da aposentadoria, sem restrição. Como na modalidade convencional, esse tipo de previdência privada não garante dedução no IR. No ano passado, foram movimentados mais de R$ 20 bilhões com a aplicação, respondendo algo em torno de 70% da captação geral.

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Microsseguro

Ainda sem regulamentação geral no Brasil – sendo modelo na China e na Índia – o microsseguro já é uma das apostas para este ano. A modalidade consiste, basicamente, em indenização em caso de morte ou invalidez permanente para consumidores de baixa renda, pertencentes às classes C- até a E.

O Banco Mundial estima que no País o público em potencial dessas apólices mais populares seja de 100 milhões de pessoas. “Esse público é mais vulnerável ao risco do que famílias com maior poder aquisitivo”, afirmou Santos.