Anefac: 58% dos paulistanos pretendem utilizar o décimo-terceiro para pagar dívidas

Segundo o levantamento, os principais alvos dos consumidores serão os débitos com o cheque especial e cartão de crédito

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SÃO PAULO – Levantamento divulgado na última terça-feira (6) pela Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) revela que 58% dos consumidores residentes na cidade de São Paulo pretendem utilizar o décimo-terceiro salário para pagar dívidas já contraídas.

De acordo com o estudo, realizado entre os dias 10 e 23 de outubro com 514 pessoas de todas as classes sociais, o percentual de intenção de pagamento de débitos é menor do que o do ano passado, 63%.

Cheque especial é principal alvo

Entre os entrevistados que pretendem utilizar o abono salarial para regularizar pendências financeiras, 34% destinarão o dinheiro para a cobertura de dívidas com o cheque especial. Em 2006, este percentual era de 33%.

As dívidas com cartões de crédito vêm na seqüência, com 24% da preferência dos consumidores, contra 25% no ano passado. Em terceiro lugar, aparece a regularização do nome (dívidas com o comércio e o sistema financeiro que já se encontram registradas nos cadastros negativos do SPC e Serasa), com 18%, montante menor do que os 22% de 2006.

A utilização do décimo-terceiro para regularizar dívidas com prestações do comércio em atraso (13%), com financiamento bancário em atraso (7%) e diversas (escola, telefonia, cheques, tarifas públicas etc – 4%) aparece nas últimas posições. No ano passado, os percentuais eram de 12%, 5% e 3%, respectivamente.

Recomendações

Conforme orienta a Anefac, o abono natalino deve ser usado, preferencialmente, para o pagamento de dívidas, sobretudo as que embutem encargos maiores, como o cartão de crédito rotativo e o cheque especial (médias de 10,29% e 7,69% ao mês, respectivamente).

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Além disso, a Associação recomenda que sejam reservados os valores necessários para as despesas de Natal e começo do ano (IPTU, IPVA e de despesas escolares), para evitar que as pessoas entrem novamente no vermelho em 2008.