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SÃO PAULO – Nos últimos meses, vários bancos e administradoras de cartões de crédito anunciaram plásticos “sem anuidade”, a fim de angariar mais clientes. Geralmente, cobram apenas uma taxa, caso o cliente não utilize o cartão por um determinado período.
De acordo com o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), apesar de as instituições dizerem que as cobranças são diferentes da anuidade, “o dinheiro que sai do bolso do consumidor é o mesmo”. Além disso, elas podem se tornar mais caras que a própria anuidade.
Conheça algumas tarifas
Conforme apurou o Instituto, as taxas de inatividade cobradas por algumas empresas são bastante altas. No caso do Santander, é de R$ 8,90 ao mês, caso não seja feita nenhuma transação com o plástico no período. Se isso ocorrer por 12 meses, o custo chega a R$ 106,80.
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O Itaú, por sua vez, dispõe de um cartão cuja taxa de inatividade é de R$ 23, se não houver utilização por dois meses. Multiplicando este valor por 6, chegamos ao montante de R$ 138 por ano.
No caso da American Express, a tarifa é cobrada se o cliente não realizar transações a cada três meses, sendo que o custo é de R$ 30 para o cartão gold e de R$ 75 para o platinum, o que daria valores de R$ 120 e R$ 300 em um ano, respectivamente.
Informação é fundamental
Contatado pelo Idec, o Bradesco, que administra a American Express, afirmou que a taxa de inatividade, o valor e as condições para a sua cobrança são informados “de forma transparente” antes da contratação do serviço.
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Já o Itaú alegou que o cliente “tem anuidade grátis para sempre e que se o cliente realizar uma despesa a cada 60 dias, ficará isento também da taxa de inatividade”.
O Santander, por sua vez, disse que “sua publicidade é absolutamente transparente e respeita o CDC (Código de Defesa do Consumidor)”. Além disso, 97% do público-alvo do produto usa cartões de crédito pelo menos uma vez por mês.
Segundo o Instituto, o consumidor deve avaliar se ele se adapta ao perfil de uso do produto oferecido, depois de ter sido muito bem informado. Caso não esteja disposto a usar o plástico com freqüência, o preço a ser pago poderá ser mais alto do que a de um cartão convencional.