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SÃO PAULO – O nível de inadimplência dos consumidores que tomam crédito para a compra de imóveis está na faixa de 3,5% a 4%. Segundo informações divulgadas na última quarta-feira (19) pela Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), essa proporção dos mutuários possui mais de três parcelas em atraso.
“Mas é preciso levar em conta que esses dados englobam todos os tipos de garantia de financiamento, inclusive aqueles que ainda não tinham alienação fiduciária”, explicou o presidente da entidade, Luiz Antonio França. Ao segmentar os tipos de garantia pelo não-pagamento, esse índice deve apresentar variação.
Pelo sistema de alienação fiduciária, quando o mutuário deixa de quitar seus débitos, o imóvel é utilizado como garantia. Em outras palavras: quem não pagar, perde a casa ou o apartamento. Dessa forma, a pessoa só é efetivamente proprietária do bem depois que ele estiver quitado.
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Em relação à média
Apenas para se ter uma idéia, em relação à inadimplência média dos brasileiros, esse nível de não-pagamento está relativamente baixo. De acordo com o Banco Central, em outubro 13,5% das operações de crédito não eram honradas. Do total, 6,5% das movimentações registraram atraso médio entre 15 e 90 dias e as outras 7% apresentaram atraso superior a 90 dias.
Exatamente por isso, segundo França, o Brasil não corre o risco de passar por problemas como o ocorrido nos Estados Unidos, a crise subprime (crédito imobiliário de alto-risco). “O mercado nacional tem se pautado em um esforço grande no que diz respeito a análise de crédito. Há muita cautela”, concluiu.
Comprometimento da renda
Para conseguir tomar o empréstimo, o consumidor precisa atender a alguns requisitos básicos, como nível de renda. A parcela a ser paga não pode comprometer mais do que 25% a 30% da renda do mutuário. A popularização do crédito ocorreu por conta da redução nos juros e também pelo alongamento de prazos.
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Por exemplo, com uma taxa de 12% ao ano, era necessário que a pessoa tivesse uma renda de R$ 4.478, para conseguir contratar um crédito no valor de R$ 80 mil para ser pago em 120 meses. A parcela, nesse caso, saía por R$ 1.120. Aumentando o prazo de pagamento para 300 meses, a renda cai para R$ 3.226 e a parcela fica em R$ 807.