Isolamento acústico: investimento não é barato, mas garante bem-estar

Para evitar o incômodo sonoro, muitas pessoas estão optando por aplicar um tratamento acústico em cômodos da casa

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SÃO PAULO – Os ruídos sonoros são extremamente prejudiciais à saúde. Embora muitas pessoas não se dêem conta, eles provocam fadiga, estresse, irritabilidade e até surdez.

Para evitar o incômodo e garantir maior tranqüilidade e condições de relaxamento dentro de casa, muitas pessoas estão optando por aplicar um tratamento acústico em alguns cômodos, para evitar os barulhos da rua, do vizinho de cima (no caso de prédios) e até para que sons de outros ambientes não atrapalhem.

De acordo com a arquiteta da Tibério Construções e Incorporações, Vivian Nascimento, o investimento para isolar acusticamente um ambiente não é dos mais baratos, mas pode ser extremamente benéfico. “Para se conseguir uma eficiência máxima de 50% de redução no ruído – que é alcançada utilizando-se forros isolantes e absorvedores acústicos – gasta-se aproximadamente R$ 210/m2 de forro constituído por gesso acartonado, lã-de-vidro e chumbo e o resultado garante bem-estar ao morador”.

Na hora da construção

Se o tratamento acústico for feito durante a construção do imóvel, o preço pode sair mais em conta. “Uma solução mais adequada feita na laje do piso superior durante a construção, que permite a instalação abaixo do contra-piso, com uma boa tecnologia sairia em torno de R$ 40/m2, explica a arquiteta.

Caso não seja possível efetuar o isolamento acústico na origem, Vivian dá outra dica: “quem mora em um imóvel prejudicado pelo som, pode utilizar a técnica da “caixa dentro da caixa”, ou seja, fazer um cômodo menor dentro do já existente. Para isto, o piso deve ser elevado por calços de madeira apoiados por neoprene (isolamento de vibrações) como se o assoalho estivesse sobre molas. O teto deve ser rebaixado utilizando-se gesso acartonado e entre ele e a laje superior deve ser colocada uma camada de lã de vidro. Devem ser construídas também paredes falsas e entre estas e as originais é preciso um recheio como o do teto. Com isto cuidamos do isolamento acústico, isto é, o ruído gerado externamente não entrará no ambiente”.

Além disso, é possível instalar janelas acústicas, que podem chegar a seis camadas de vidro e câmeras de vácuo (ausência de ar) ou gás argônio. Custam a partir de R$ 1.000 e são feitas sob medida para sobreporem as janelas já instaladas nos apartamentos onde a fachada do prédio não pode ser alterada.

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Soluções baratas

Algumas medidas podem ser adotadas para garantir maior tranqüilidade de seu lar. Confira:

  • O uso de carpetes e tapetes dentro de casa abafa o som dos sapatos, principalmente dos sapatos com saltos;
  • O desconforto das vibrações e assobios em dias de ventania pode ser evitado com a vedação das portas e janelas com borracha de feltro sintético;
  • Os aparelhos eletrodomésticos e exaustores produzem sons indesejáveis, que podem ser evitados quando instalados no lugar correto, longe dos ambientes íntimos do lar e da sala de TV;
  • A solução para evitar a ressonância causada por geladeiras, máquinas de lavar e secadoras é simplesmente afastá-las das paredes e mantê-las assim;
  • Caso os ruídos sejam emitidos pelos vizinhos ou por um estabelecimento comercial nas proximidades de seu lar, existe uma lei criada em São Paulo com o propósito de controlar sons e ruídos excessivos que interfiram na saúde e no bem-estar da população. O Programa Lei do Silêncio Urbano (Psiu), instituído através do Decreto nº 34.569 de 06/10/1996 e reestruturado pelo Decreto nº 35.928 de 06/03/1996, determina que entre 22h e 6h não haja barulho maior que 50 decibéis. Para fazer reclamações, ligue para 156.