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SÃO PAULO – Depois de subir entre julho e agosto, o número de consumidores paulistanos endividados (com cheque especial, cartão de crédito, empréstimo pessoal ou prestações em geral) permaneceu em 59% em setembro.
De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), divulgada nesta terça-feira (25) pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), na comparação com o mesmo mês de 2006, houve alta de quatro pontos percentuais.
Contas em atraso
Do total de consumidores endividados, 40% disseram ter contas em atraso em setembro, o que representa quatro pontos percentuais a menos do que no mês anterior. Frente ao mesmo mês de 2006, houve alta de cinco pontos percentuais.
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Além disso, 31% dos entrevistados afirmaram que o tempo de atraso das dívidas é de até 30 dias; 35%, de 30 a 60 dias; 13%, de 60 a 90 dias; e 20%, mais de 90 dias. Quanto aos motivos para a inadimplência, a falta de controle financeiro foi apontada por 32% dos consumidores, seguido pelo desemprego (21%).
Para 44% dos consumidores, o cartão de crédito é o grande vilão. Os carnês vêm logo a seguir, com 19%. Além disso, 19% apontaram os gastos com alimentação como sendo os que mais afetaram as dívidas atuais.
Comprometimento da renda
O comprometimento da renda dos consumidores, que indica quanto do rendimento está empenhado com o pagamento das dívidas, permaneceu nos 33% verificados em agosto.
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Em relação ao prazo médio de comprometimento da renda, a maior incidência é no período de 3 meses a 1 ano (46%). O restante divide-se entre os períodos de até 3 meses (24%) e mais de 1 ano (28%).
Ainda segundo o levantamento, 67% dos consumidores pretendem quitar parcial ou totalmente o montante ainda neste mês, o que representa oito pontos percentuais a menos em relação ao oitavo mês do ano.