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Sem pesquisa, seguro da casa fica 60% mais caro

Levantamento da Merit Seguros mostrou que preços variam conforme a localização do imóvel e também de acordo com a empresa contratada

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SÃO PAULO – Contratar um seguro para a casa pode custar 60% a mais do que deveria, apenas por conta da empresa escolhida. Pesquisa da Merit Seguros revela que essa diferença é verificada em um apartamento de R$ 110 mil, localizado na Zona Oeste de São Paulo: o maior preço é de R$ 276,79 anuais, contra o menor, de R$ 170,46, também por um ano.

“O que interfere muito no preço do seguro residencial é a possibilidade de haver roubos. Quanto maior a sinistralidade (índice que calcula a necessidade de pagar a indenização), maior será o preço cobrado”, explicou Marcelo Fasolari, sócio da empresa que fez levantamento. É importante lembrar que cada seguradora possui sua própria base de dados, cujas ocorrências variam.

A mais cara

A apólice mais cara está na Zona Sul. Uma casa avaliada em R$ 100 mil, por exemplo, com cobertura também de roubo e os itens básicos (incêndio, queda de raio e explosão) sai por R$ 482,25 anuais pela Itaú. A mais barata está na Marítima (R$ 402,15), o que mostra uma diferença de 19,92%. Veja a lista completa:

Levantamento de preços
Empresa Perfil 1 Perfil 2 Perfil 3 Perfil 4
Marítima R$ 402,15 R$ 170,46 R$ 168,41 R$ 165,70
Itaú R$ 482,25 R$ 195,65 R$ 189,53 R$ 183,20
AGF R$ 432,25 R$ 210,50 R$ 203,22 R$ 198,50
Porto Seguro R$ 477,84 R$ 276,79 R$ 258,88 R$ 225,47
Unibanco R$ 433,94 R$ 187,65 R$ 178,12 R$ 171,76

Fonte: Merit Seguros

Perfil um: Zona Sul (casa, fora de condomínio), avaliada em R$ 100 mil;
Perfil dois: Zona Oeste (apartamento, fora de condomínio), avaliado em R$ 110 mil;
Perfil três: Zona Norte (apartamento, em condomínio), avaliado em R$ 80 mil;
Perfil quatro: Zona Leste (apartamento, fora de condomínio), avaliado em R$ 60 mil

A proteção

De acordo com dados divulgados recentemente pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), a proteção de imóveis custa, em média, R$ 30 mensais, dependendo do produto escolhido.

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Na avaliação da entidade, desde 2003, o ramo cresce a uma média de 20%, todos os anos. Apesar disso, dados do setor mostram que apenas 10% dos imóveis possuem essa proteção.