Seus filhos valorizaram os presentes que ganharam de Natal?

A reação dos seus filhos pode ser um ótimo indicador do quanto precisam estar envolvidos no seu orçamento doméstico

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SÃO PAULO – Independente da idade dos seus filhos, você pode responder facilmente às perguntas abaixo. Foram horas dedicadas à escolha do presente. Você enfrentou filas, desbravou shoppings lotados. Depois de muito esforço, e uma notável quebra no orçamento, atendeu ao pedido do seu filho e deu a ele o tão sonhado presente de Natal. Afinal: o esforço valeu? Como ele reagiu?

Por dentro dos valores

Caso tenha se sentido satisfeito a responder, já que a reação do seu filho foi de agradecer e de se sentir realizado com o agrado, parabéns!! Caso você tenha certeza de que ele brincará com o que ganhou por um longo tempo, melhor ainda. Isto é cada vez mais raro, já que muitas crianças, adolescentes e jovens banalizam o que têm. E a falha, neste caso, de quem é?

Primeiramente, de nós mesmos, pais. Por vários fatores, entre eles pela ausência, em função do trabalho. Na maior parte do tempo, acabamos sentindo a necessidade de suprir isso de alguma forma. Neste caso, o presente acaba sendo um ótimo recurso. Se nós não fazemos isso, alguém faz: avós, tios, padrinhos e madrinhas entram nesta lista.

Porém, é preciso ensinar os verdadeiros “valores”. No caso do Natal, especificamente, independente da religião seguida, deve-se ter consciência de que a data representa muito mais do que um dia tão comercial que, sem querer, enaltecemos, nos pendurando em dívidas por longos e dolorosos meses.

Participação no orçamento

É cada vez mais freqüente que pais reclamem da despesa que têm com os filhos. Por outro lado, estes acham que seus “velhos” não abrem a mão para nada! Então, que tal mostrar a eles o custo de cada conquista?

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Experimente deixá-los mais próximos do seu orçamento. Converse sobre o seu salário; não faça tantas referências a valores, dependendo da idade dos seus filhos, mas procure criar comparações como “para comprar determinado videogame preciso trabalhar direto tantos dias”, por exemplo. Mostre como é preciso, para tudo, uma dose de sacrifício.

Presenteie no momento certo

Outro ponto: procure evitar a compra de presentes fora de datas especiais. Seu filho, quando pequeno, não sabe diferenciar o preço de um brinquedo de montar ou de uma bicicleta. Sabe apenas que ganha presentes a toda hora. Portanto, numa ocasião especial, estará tão acostumado ao receber sempre que não valorizará o brinquedo novo. E mal acostumado quando pequeno, levará esta péssima lição adiante.

No caso dos filhos maiores, além de perceber o seu esforço pessoal na realização dos sonhos deles, faça com que percebam que existem deveres a serem cumpridos: eles devem fazer a parte que lhes é atribuída, de forma satisfatória, e você faz a sua. Evite se estender em conversas demais, com medo de machucar ou frustrar. Seja franco e não tenha medo de ser rigoroso quando necessário.

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Aprenda a dizer não

Nem sempre a resposta positiva contribui para a educação dos filhos. Eles precisam aprender a serem contrariados de vez em quando. Devem saber que nem sempre sua vontade é o fator mais importante e sagrado na vida dos pais. Tudo é uma questão de disciplina, que deve ser trabalhada por você.

Outro ponto: quantos objetos ficam jogados em sua casa, sejam brinquedos, revistas, games, cartuchos, mochilas, CDs, sem o menor uso? Quantos “sonhos” são adquiridos por pura empolgação? Mostre isso aos seus filhos e faça uma experiência, independente da idade: junto deles, reúna em sua casa tudo o que não for usado, e que esteja em bom estado. Vocês todos se surpreenderão com o resultado.

Proponha a doação do que foi agrupado. Neste momento sentirão o valor de cada coisa e terão pena de se desprender. Escolha uma instituição e doe o que for reunido, de comum acordo. Leve-os nesta visita. Com certeza perceberão o quanto aquilo que não valorizamos mais é tão aguardado e necessário para uma outra pessoa. Experimente!