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SÃO PAULO – O modelo balanceado de previdência privada – que conta com investimentos em renda variável, além da fixa – deve mudar neste ano. Conforme divulgado nesta segunda-feira (18) pela Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), a expectativa é que a composição total da carteira em ações supere os atuais 49%.
“Existe uma discussão para modificar esse limite. Não sabemos ainda para quanto, mas o fato é que existe uma demanda para isso e precisamos desenvolver os produtos”, explicou o presidente da organização, Antônio Cássio dos Santos. Não foi dado um prazo para implantação, mas a expectativa é que seja ainda neste ano.
Pressão
Conforme Marco Antônio Rossi, um dos vice-presidentes da entidade, “2007 foi um ano extremamente favorável para a renda variável”. O crescimento ficou em torno de 40% para a categoria, que fechou ano passado representando algo em torno de 7% do geral.
“A maioria das empresas que oferece esse produto aos empregados, cerca de 90% delas, ainda opta pela renda fixa, porque entende que é a mais garantida. Mas essa tendência tem mudado”, adicionou Renato Russo, outro vice da Fenaprevi. “A pressão para isso vem da própria pessoa física”, adicionou.
Garantias
De acordo com Russo, determinados produtos de previdência privada, no âmbito renda fixa e balanceado, obtiveram melhores performances do que os próprios fundos de renda fixa e de renda variável.
“Os planos de previdência possuem determinadas garantias que precisam ser precificadas”, lembrou. Como exemplo, estão aqueles que oferecem uma renda para os benefíciários, em caso de morte do titular, por um período de tempo especificado em contrato.
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“Quando paga a taxa de administração, já paga todo o custo da operação. E a tendência é que, com a melhora da economia, os juros caiam mais”, finalizou Santos.